Caso Marcelo: família do taxista quer pena máxima para criminosos

Corpo do taxista foi encontrado no dia 9 de novembro de 2018

Aconteceu no início desta semana, em Muriaé, a audiência de instrução do crime que resultou na morte do taxista Marcelo José da Silva, de 32 anos, em novembro do ano passado. A audiência aconteceu a portas fechadas no Fórum Tabelião Pacheco de Medeiros, com a presença apenas dos três acusados, advogados, Ministério Público, testemunhas e da juíza titular da Vara Criminal da Comarca de Muriaé, Michele Felipe Camarinha de Almeida.

Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a instrução é a fase em que o Ministério Público e a defesa do acusado apresentam provas para corroborar as versões deles. Agora, caberá à juíza proferir uma decisão sobre o caso, que foi apontado no inquérito da Polícia Civil como latrocínio (roubo seguido de morte). Não há prazo para a decisão.

Família quer pena máxima – Familiares e amigos de Marcelo compareceram ao Fórum, mesmo sem poder acompanhar a audiência. Eles estenderam uma faixa em frente ao local, pedindo justiça. De acordo com Márcio José da Silva, irmão gêmeo de Marcelo e também taxista, qualquer outro profissional poderia ser a vítima deste crime. “Eles iam fazer essa maldade com qualquer um que atendesse àquele chamado. Meu irmão teve essa falta de sorte de atender à ligação”, afirmou.

Segundo Márcio, a família espera a aplicação da pena máxima. “Queremos justiça, queremos que os autores recebam a pena máxima, pra servir de exemplo e crimes como esse não voltem a acontecer”, disse o irmão. A reclusão para o crime de latrocínio pode ir de 20 a 30 anos.

O crime – Após atender a um chamado para uma corrida, na noite de 8 de novembro, Marcelo e seu táxi desapareceram. Seu veículo foi encontrado na manhã seguinte, dia 9, no distrito de Macuco. No mesmo dia, a Polícia Civil de Muriaé capturou os três jovens suspeitos, que confessaram o assassinato. Apontado como mentor e executor do crime, um dos jovens levou os policiais ao local onde estava o corpo de Marcelo, em uma estrada rural próxima à Cachoeira do Rio Preto.

O então delegado de Homicídios, Rangel Martino, revelou que a vítima foi encontrada com as mãos amarradas atrás do corpo por um cabo USB. Ele relatou também que foram identificados sinais de violência, o que indica que o taxista sofreu violência física antes de morrer.

“Localizamos o corpo com sinais de violência, de utilização por parte dos autores de instrumento perfuro-cortante, instrumento contundente. Percebemos que a vítima foi hostilizada com uma faca e uma pedra de tamanho considerável”, informou.

Os autores roubaram o carro e os objetos da vítima, por isso o crime foi registrado como latrocínio. Eles tiveram o flagrante ratificado e foram encaminhados para o Presídio de Muriaé, onde estão presos aguardando a definição da Justiça.

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