Editorial 14/06/2019

O Brasil é um país de dimensões continentais, cujos problemas são diretamente proporcionais ao seu tamanho e a sua extensão.

Fala-se muito no aquecimento global. Pesquisas indicam, que todos os fatos geradores do chamado efeito estufa têm suas causas fincadas na degradação do meio ambiente. É certo que existem outros fatores determinantes, como o lançamento de gazes poluentes na atmosfera, principalmente aqueles que resultam da queima de combustíveis fósseis.

Certamente, existe uma relação direta com a ação destruidora do homem, que contribui com todos esses desequilíbrios climáticos e que acabam por ensejar, ao longo do tempo, reações da própria natureza, culminando com consequências às vezes graves.

No que se refere ao Brasil, a derrubada indiscriminada de florestas como a da Amazônia e outras, como a mata Atlântica, tem um peso determinante, neste contexto. É preciso uma ação mais efetiva do governo, na prevenção, fiscalização e punição de crimes ambientais.

Quanto à população, é necessário informações cada vez mais explícitas, através das escolas, órgãos de comunicação, ou qualquer outro meio, que seja capaz de levá-la à conscientização da importância da preservação ambiental, pois, se o homem continuar e destruir o meio ambiente, com certeza, a natureza continuará a cobrar-lhe a conta.

Editorial 07/06/2019

Não há dúvidas de que a Operação Lava-jato, apesar da oposição velada de políticos e corruptos, obteve um grande avanço rumo à moralidade da administração pública. Deflagrada há cinco anos, após o inicio de uma investigação de postos de combustível, em Curitiba, pela Polícia Federal, culminando com a prisão de um doleiro, ela continua escarafunchando os meandros das organizações criminosas de colarinho branco.

As ações que envolveram não só a Polícia Federal, mas também o Ministério Público, resultaram, a princípio, em 242 condenações contra 155 pessoas, em 50 processos sentenciados por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, fraude à licitação, organizações criminosas, evasão de divisas, tráfico internacional de drogas, crime contra a ordem econômica, embaraços a investigações, falsidade ideológica, entre outros.

O mais importante é que nos acordos de leniência com empresas envolvidas, por exemplo, está prevista a devolução de cerca de 13 bilhões de reais aos cofres públicos.

Nesta semana, o jornal “O Globo” noticiou que o Ministério Público Federal está cobrando na Justiça, do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral e outros 29 réus, cerca R$ 4,1 bilhões, isto, só de desvios de superfaturamentos das obras do Maracanã. Agora imaginem se isso ocorrer em outros estádios do Brasil, que foram construídos por ocasião da Copa do Mundo.

Ou seja, além das condenações, parte do dinheiro surrupiado está sendo devolvido aos cofres públicos. Apesar das tentativas de frustrar as investigações a Operação Lava-Jato está prestando um grande serviço ao Brasil.

Editorial 31/05/2019

A mais nova polêmica disparada pelo presidente Jair Bolsonaro é o chamado “Pacto pelo Brasil”. Toda fala do presidente, mesmo que seja algo sem a menor importância, é dado um destaque excessivo pela grande mídia. A proposta do presidente é de união de forças dos três Poderes para conseguirem levar a cabo o projeto de reforma da Previdência, além de uma agenda positiva que possa alavancar a economia do país.

A iniciativa do presidente é uma sinalização de que pretende dialogar com os Poderes da República e até nesse caso, os críticos contumazes do presidente batem contra.  É certo que o presidente andou trocando os pés pelas mãos em algumas das suas declarações, que horas depois ou eram desmentidas, ou melhor explicadas pelos seus assessores. Bastava o presidente abrir a boca para o dólar subir e a bolsa cair. É a incerteza reinante de um princípio de governo conturbado em razão do ódio de alguns e idolatria de outros.

A proposta do “Pacto pelo Brasil” está sendo criticada pela Associação de Juízes Federais do Brasil (AJUFE), que divulgou em nota uma preocupação sobre a participação do ministro Dias Tófoli, presidente do STF, no caso.

Acontece que os Poderes são independentes e o ato de buscar um pacto de uma agenda positiva para o país é também um sinal de que as instituições devem preservar não só a independência, mas também a harmonia entre os três Poderes. Qualquer outra interpretação do caso é forma de provocar mais instabilidade para o país, num momento em que a união de todos é fundamental.

Editorial 24/05/2019

Todos sabem que a educação é o principal pilar do desenvolvimento socioeconômico de um povo. Tanto é assim que quando se fala, por exemplo, em temas como a violência urbana, o uso indiscriminado de drogas ou a questão de menores abandonados perambulado pelas ruas, a primeira ideia a ser levantada como solução possível está no aprimoramento da educação. Isto é fato.

Esta tese tem a sua razão de ser, na medida em que, é na esteira da educação que caminham juntos, o saber, a cultura, o conhecimento de causa, e, principalmente, a formação de um juízo de valor que deve ser feito pelo indivíduo sobre qualquer assunto de interesse do país.

Ora, com tantos analfabetos existentes no Brasil – estima-se em 13 milhões de pessoas acima dos 15 anos, fora os chamados analfabetos funcionais – é extremamente difícil fazer com que essas pessoas tenham uma maior participação na vida política do país, uma vez que a assimilação da informação torna-se prejudicada, devido à falta de cultura desta parcela da sociedade.

Há dias, estudantes e professores universitários foram às ruas para protestarem contra o contingenciamento feito pelo governo no orçamento do MEC. Acontece que a paralisia na economia do país é um fato incontestável, que pode levar o Brasil a um colapso financeiro, sendo, neste momento, de fundamental importância as medidas de ajuste fiscal. Além disso, os cortes nos Orçamentos, que o governo insiste em chamar de contingenciamento, não estão atingindo somente a educação. No entanto não deixa de ser preocupante, levando-se em conta a vital importância da Educação para o país.

O que se espera, é que a economia deslanche o mais rápido possível, para que o novo governo possa restabelecer os investimentos nessa demanda infinita que é a educação.

Editorial 17/05/2019

Os integrantes da área econômica do atual governo andam dizendo, como se ninguém soubesse, que “o país está à beira do abismo” e, que, se não for feita a reforma da Previdência, nos próximos anos estará instalado o caos no país.

Estão dizendo o que todos já sabiam e, por isso mesmo, elegeram Jair Bolsonaro na esperança de que ele formasse uma equipe capaz de mudar os rumos do país. Não foi à toa que ele recebeu mais de 56 milhões de votos. Ocorre que a reforma da Previdência não será tão fácil de fazer, embora seja necessária, pois mexe com muita gente poderosa. Uma reforma que continue privilegiando os mais abastados e sacrificando o povão não tem sentido. Se não for feita para quebrar esse paradigma, melhor nem tocar no assunto.

Além do mais, os problemas dos brasileiros são tantos, que colocar a reforma como única panaceia capaz de curar todos os males do país é tratar a administração do país com um imenso amadorismo. Será melhor o presidente assumir o seu papel de Chefe de Estado e buscar o diálogo com o Congresso, para tentar colocar o país nos trilhos. Polemizar com a imprensa e brincar de “tuiteiro” não é o melhor caminho; é colocar mais lenha na fogueira.

Neste momento conturbado, assumir a postura de presidente da República Federativa do Brasil é fundamental.

Editorial 10/05/2019

A crise hídrica que vem assolando algumas regiões do país não pode ser considerada um fenômeno qualquer como muitos querem crer que seja. Efetivamente, a falta de chuvas a partir dessa época do ano é um fator determinante para a redução do volume dos reservatórios de água.

Há de se considerar, entretanto, que houve grandes falhas da maioria dos governos em não se precaverem contra a eventualidade de falta de chuvas. A situação caótica em que se encontra parte da população com a falta de água, em algumas regiões, poderia muito bem ser evitada, se os governos dos estados atingidos estivessem atentos com a questão dos reservatórios.

É comum nos períodos chuvosos, quando os reservatórios enchem, serem abertas as comportas mandando embora a água excedente das represas que corre livre, leve e solta pelas calhas dos rios que as abastecem. Ora, por uma questão de boa governança e simples previsão, bastaria que fossem construídas novas represas que seriam usadas como reservas da reserva e que seriam utilizadas em casos especialíssimos.

Também contribui em muito a falta de conscientização da população que gasta em excesso o precioso líquido, vital para a preservação de todas as espécies do planeta.

Todas as situações de dificuldade servem como exemplo para sanar erros passados e se vislumbrar um futuro melhor. Para o bem geral de todos nós, é bom que os governos e a população tenham a consciência de que preservar a natureza, gastar água de forma equilibrada e gerir os recursos hídricos com inteligência farão muito bem para todos.

Editorial 26/04/2019

Todos sabem das condições precárias da saúde pública no Brasil. Trata-se de uma demanda, que há anos, vem se agravando cada vez mais.

Se nos hospitais públicos localizados nas cidades do Sul e do Sudeste, onde há maior concentração populacional, as filas de pacientes esperando por todos os tipos de atendimento são intermináveis, não se pode perder de vista também, as longínquas regiões do Norte e Nordeste, onde o problema é maior e se agrava por diversas razões. Primeiro, porque a distância entre uma cidade e outra sem meios de transporte adequado não permite o acesso de pacientes, nem mesmo para os atendimentos básicos. Segundo, porque faltam estruturas aos postos de saúde e até mesmo, dentro dos hospitais existentes e que se encontram em funcionamento. E em terceiro, porque faltam profissionais da área médica que queiram se aventurar a trabalhar nestas regiões.

No momento só se fala em reforma da Previdência. Por mais que sejam importantes as reformas estruturantes prometidas pelo presidente Bolsonaro, é preciso voltar os olhos pra essa necessidade da população, pois o tempo urge e a demanda da saúde é infinita.

Editorial 19/04/2019

Todos sabem que o desenvolvimento socioeconômico de qualquer país depende de um conjunto de fatores estruturais, que somados, levam o povo em geral ao crescimento, reduzindo bastante as dificuldades da convivência humana.

É de conhecimento público que a violência, o uso de drogas e a criminalidade que andam apavorando a sociedade, estão intimamente ligados a questões de insuficiências estruturais. E a maior parte destas insuficiências é debitada à questão educacional, ainda muito precária no nosso país.

As verbas para as deficiências estruturais existentes na saúde e na educação, por exemplo, mas invariavelmente, são mal administradas, ou, como sempre, são desviadas de forma criminosa por aqueles que as manuseiam.

Infelizmente o problema é crônico. São milhões de reais destinados para custear a educação que é o carro-chefe do desenvolvimento do país, mas encontra-se sempre pela frente a barreira da corrupção, a malversação do dinheiro público e os ralos por onde escoam a maior parte dos recursos.

Na semana passada, o presidente Bolsonaro trocou o ministro da Educação por causa da paralisia na pasta nos três primeiros meses do seu governo. Torçamos para que o novo ministro tenha competência para administrar bem o seu orçamento e que possa colocar nos trilhos a questão da educação no Brasil. É o que se espera.