Editorial

Enquanto a mídia de todo o país está com as suas atenções voltadas para as questões políticas, especialmente com o resultado das eleições, há outras questões de grande interesse da sociedade que vão ficando pelo caminho, sem que as autoridades tomem as providências cabíveis para resolvê-las, ou, pelo menos, tentem mitigá-las, para dar um pouco mais de tranquilidade à população.

Uma delas é a questão das drogas, cujo enfrentamento deve ser feito sem nenhuma trégua, seja através de atividades repressoras, utilizando-se da legislação vigente, ou seja tratando-a, em alguns casos específicos, como uma questão de saúde pública.

Vale lembrar, que durante a campanha eleitoral para presidente, nenhum candidato falou do assunto especificamente. Passaram o tempo da campanha, que foi reduzido, para fazerem ataques pessoais entre eles próprios. Nenhum programa de governo foi discutido.

Todos nós sabemos que uma das causas mais marcantes da violência urbana nos dias atuais em nosso país, está intimamente ligada com as guerras promovidas por quadrilhas que operam no narcotráfico e, que o empenho no sentido de combater a violência nas cidades, passa, necessariamente, pela repressão feita pelas autoridades ao tráfico de drogas.

Existe hoje no Brasil um movimento em ascensão a favor da descriminalização da maconha, liderado por alguns políticos, artistas e intelectuais.

Ora, se até o uso do fumo e do álcool, que são consideradas drogas lícitas, têm sido alvo de pesadas campanhas contrárias, devido ao mal que andam fazendo à saúde da população, a descriminalização da maconha seria um grande contra-senso, pois além de causar a reconhecida dependência, é a porta de entrada para outras drogas mais pesadas e o caminho mais curto para desestruturação das famílias.

Com o novo governo que tomará posse já no dia 1º de janeiro próximo, espera-se que esse assunto seja tratado com a prioridade que ele merece, afinal é a sociedade que está pedido socorro.

Editorial

O dia 31 de dezembro deste ano, será o último dia do governo de Michel Temer. Certamente, ele está contando os dias que ainda lhe faltam, mas inversamente ao que ocorre, ele deve estar achando que o tempo passa rápido demais. No dia 1º de janeiro de 2019, Temer já estará disponível para atender a Justiça, pois, acaba o foro privilegiado para ele. Não terá mais o poder e nem qualquer  moeda de troca para negociar com congressistas corruptos a suspensão dos seus inúmeros processos que se encontram no Supremo Tribunal Federal (STF), além de outras denúncias que já tramitam na Procuradoria Geral da República.

Anunciado como golpista pelos seguidores de Lula, por causa do impeachment de Dilma Rousseff, Temer assumiu o poder no lugar da “presidenta” defenestrada e terá que explicar, daqui a pouco, mais detalhadamente, aquela questão do chamado “malaquias”, ou homem da mala, que foi flagrado correndo numa garagem com uma mala recheada com R$ 500.000,00, que disseram ser ele o destinatário. Terá que explicar também as gravações com o dono da JBS.

Se não tiver boas explicações para dar ao Judiciário, como o pessoal não perdoa, ele poderá em breve também exibir, nas redes sociais, o uniforme listrado com o sugestivo número 15.131.

Editorial

Todos conhecem o Bolsa Família como o maior programa do Governo Federal no sentido de prestar assistência às famílias que se encontram abaixo da linha de pobreza. Trata-se de um programa de transferência condicionada de renda, cuja condição principal é de que as famílias beneficiadas mantenham seus filhos matriculados na escola pública e cumpram um calendário de visitas a postos de saúde, com vacinação, consultas pré-natal e vários outros acompanhamentos médicos.

Embora seja um programa assistencial com o objetivo de reduzir a desigualdade, a pobreza e voltado para a inclusão social de milhões de brasileiros, alguns questionamentos devem ser feitos. Por exemplo: qual é o limite desse programa? Tratando-se de um programa de caráter emergencial, até quando o Estado deverá “bancar” esse tipo de ação, distribuindo dinheiro em espécie à população? Trata-se de um programa bem fiscalizado, para que os recursos cheguem somente nas mãos de quem deles necessita? Como garantir que no futuro essas famílias possam viver sem a ajuda do governo?  Além destes questionamentos, levando em conta a corrupção que campeia livre, leve e solta no país, é difícil acreditar na existência de um programa dessa magnitude sem as famosas fraudes

Está certo em se preocupar com os milhões de brasileiros que se encontram abaixo da linha de pobreza, mas são necessárias ações paralelas, capazes de criar empregos e condições de trabalho. É preciso uma série de incentivos reais para que as famílias pobres possam buscar, por suas próprias iniciativas, melhores condições de vida através do trabalho, sem ficar esperando por soluções milagrosas, o que cria, na verdade, uma grande dependência para com o Estado.  Nesse caso prevalece o ditado popular: pode até dar o peixe, mas ensinar a pescar é uma arte que deve ser cultivada, afinal, é o trabalho que dignifica o homem.

Editorial

Um dia após o primeiro turno das eleições, o Jornal Nacional, da Rede Globo, entrevistou os dois candidatos que disputarão a Presidência da República no segundo turno, Jair Bolsonaro e Fernando Haddad.

No outro dia, os jornais estampavam em suas capas a “espetacular” notícia de que ambos os candidatos prometeram, caso fossem eleitos, “respeitar” a Constituição, como se isto fosse um exemplo de altruísmo político. Parece que neste país está tudo errado mesmo. Os valores são invertidos. Os homens públicos que são eleitos para governar para o povo, governam segundo os seus interesses pessoais. A mistura do público com o privado é uma constante na representatividade política. E que é pior, até a imprensa coloca uma notícia desta como se fosse uma obra excepcional a ser cumprida pelo presidente da República.

Na própria solenidade, o termo de posse que é assinado pelo presidente, diz mais ou menos o seguinte: “Prometo cumprir fielmente o mandato a mim confiado pelo povo brasileiro, guardar a Constituição e as leis do meu país”.  Então, onde está a novidade?

Editorial

É impressionante como as coisas acontecem dentro da política brasileira por conta dos interesses pessoais dos chamados representantes do povo.

Com o passar do tempo, o surgimento de fatos novos vão movimentando o cenário, de forma que os adversários políticos de hoje, podem ser os parceiros das eleições de amanhã, fazendo com que o eleitor que ajudou a eleger o seu candidato se sinta meio traído. Quando acuados pela opinião pública ou questionados sobre alguma tomada de posição, que na maioria das vezes é absolutamente incoerente, os políticos, para se safarem dos questionamentos, seja do eleitor ou da imprensa, dizem sempre que a política tem um caráter dinâmico.

Nesse caso, o tal dinamismo apregoado, embora seja uma prática que deixa o eleitor em “parafuso” e sem saber de que lado ficar, é o resultado de alianças que são próprias do sistema pluripartidarista, que seriam absolutamente legítimas se não tivessem como pano de fundo, estampado e escancarado para quem quiser ver, o fisiologismo barato utilizado, baseado na prática do “toma lá, dá cá”.

Ocorre que nem sempre esse tipo de aliança dá certo, pois passadas as eleições e quando começa a aflorar o jogo de interesses pessoais que vem sendo utilizado descaradamente dentro da administração pública, o resultado das alianças passa a ser uma bomba relógio com hora marcada para explodir.

E quanto ao eleitor, que na sua maioria, tem a memória curta, somente será abordado novamente quatro anos depois com a historinha de sempre e com as mesmas promessas não cumpridas. Em geral, é assim que funciona. Estar atento para esse tipo de manobra é responsabilidade de todos.

Editorial

Interessante como o tempo de propaganda eleitoral na televisão não tem surtido o efeito desejado por candidatos. Objeto de desejo da maioria dos partidos políticos no período pré-eleitoral, o tempo destinado aos candidatos nas rádios e TV está simplesmente sendo alvo de desprezo do distinto público, a verdadeira estrela do evento de 7 de outubro.

Um exemplo desta assertiva está no candidato à Presidência da República, Geraldo Alckimin. O candidato tem o maior tempo disponível nos meios de comunicação tradicional – 5 minutos e 32 segundos – para conversar com os eleitores. Apesar de ter à sua disposição o maior tempo entre todos os candidatos, Alckmin amarga uma posição nas pesquisas nada animadora. Na prática, isso mostra que os eleitores estão se lixando para as promessas de candidatos experimentados e principalmente para as coligações espúrias, feitas por partidos ideologicamente incompatíveis e que pensam somente nas futuras vantagens das negociatas baseadas no toma lá, dá cá.

Felizmente, pelo que parece até agora, considerando as intenções de votos dos eleitores divulgadas pelas pesquisas, o fisiologismo barato está sendo derrotado.

Editorial

A primeira rodada de entrevistas feita com os candidatos à Presidência da República pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, foi, na verdade, um desserviço ao país.  Levando-se em consideração a dificuldade em que se encontra o eleitor mais consciente de fazer a sua escolha, havia uma expectativa natural do público para ver o que tinha a dizer cada um dos postulantes ao pleito, nas anunciadas entrevistas do telejornal.

As perguntas feitas pelos âncoras, além de deixar a desejar no que se refere às ideias e posturas de cada um, provocaram um verdadeiro conflito entre os entrevistadores e os entrevistados.

Está certo que uma entrevista não deve ser oportunidade para o candidato fazer do momento um palanque eleitoral. Mas não deixar que o candidato responda aos questionamentos feitos é, no mínimo, uma maneira grosseira de abordagem dos assuntos propostos. A contradita é uma forma jornalística de fazer o candidato se expor e colocar as suas idéias de forma clara para o eleitor, dirimindo as eventuais dúvidas e clareando a possibilidade de escolha com base na ideologia do candidato, no seu programa de governo e tudo mais que seja pertinente ao pleito. Entretanto, o que se viu, na maioria das entrevistas feitas, foi um tremendo bate-boca entre entrevistados e entrevistadores, que em nada contribuiu para dirimir as dúvidas dos eleitores. Infelizmente.

Editorial

Todos sabem que uma das causas marcantes da violência urbana nos dias atuais no Brasil está intimamente ligada com as guerras promovidas por quadrilhas que operam no narcotráfico, e que o empenho no sentido de combater a violência nas cidades, passa, necessariamente, pela repressão feita pelas autoridades ao tráfico de drogas.

Existe, hoje, no Brasil, um movimento em ascensão a favor da descriminalização da maconha, matéria que já se encontra no Supremo Tribunal Federal (STF) e com votos favoráveis de alguns de seus ministros.

Ora, se até o uso do fumo e do álcool, que são consideradas drogas lícitas, tem sido alvo de pesadas campanhas contrárias devido ao mal que andam fazendo à saúde da população, a descriminalização da maconha seria um grande contra-senso, pois, além de causar a reconhecida dependência é, sem dúvida, a porta de entrada para outras drogas mais pesadas e o caminho mais curto para desestruturação das famílias.

Além disso, todos os estudos feitos até aqui apontam para a certeza de que o narcotráfico e o consumo de drogas são os maiores geradores da violência que impera na maioria das cidades brasileiras, não só as grandes metrópoles, mas também as pequenas cidades, uma vez que tanto o uso como o tráfico estão se interiorizando.

Portanto, não se pode negar que há um vínculo muito grande entre o consumo e o tráfico de entorpecentes com toda essa violência da qual a população é testemunha e vítima. Violência urbana e as drogas formam uma parceria de causa e efeito que vem provocando um verdadeiro extermínio de pessoas. Com a palavra as autoridades.