Editorial

O calendário é recheado de datas comemorativas. Há desde as datas importantes, como as religiosas, históricas e familiares, até algumas inusitadas e até bizarras.

As datas históricas, religiosas e familiares todos conhecem, pois são bastante difundidas e comemoradas no decorrer do ano. Na outra ponta, encontram-se as datas inusitadas, que, além de desconhecidas, soa estranho, quando divulgadas. Por exemplo: a quem interessa comemorar o Dia da Gratidão (6 de janeiro), Dia dos Adultos (15 de janeiro), Dia Mundial do Enfermo (11 de fevereiro), Dia do Detento (24 de maio), Dia Nacional do Luto (21 de junho), ou ainda, o Dia da Honestidade? Esta última, até que mereceria ser comemorada com aplausos e prêmios, já que honestidade tem sido uma qualidade cada vez mais rara no país.

Entre tantas, existem também aquelas de grande importância, mas que não são divulgadas ou comemoradas como deveriam. Um exemplo claro é o dia 30 de setembro, Dia do Jornaleiro, que deveria ser lembrada por todos, dada à importância da atividade deste serviço.

Apesar de ser uma atividade comercial, o jornaleiro leva a informação a todas as camadas da população através da venda dos jornais sob a sua responsabilidade, contribui com a cultura, quando disponibiliza para a sociedade os bons livros, didáticos ou não, e entretenimento para as crianças, através dos livros infantis. O que seriam dos cultos jornalistas, que celebram a sua data comemorativa no dia 7 de abril, se não existissem as “bancas de jornais” e os bravos jornaleiros para vender a sua notícia?

Portanto, o jornal “A Notícia” parabeniza a todos os jornaleiros pelo seu dia, 30 de setembro, celebrando com todos eles esta data importante. É o reconhecimento deste semanário pelo trabalho honrado exercido por cada um e que representa uma importante contribuição para a educação e a cultura deste país tão carente.

Editorial

O Papa Francisco vem demonstrando ao mundo que o seu pontificado não ficará restrito às atividades inerentes à condução dos destinos da Igreja Católica.

É certo que no início do seu papado, ele encontrou muitos problemas dentro do Vaticano, principalmente no que se refere à Cúria, mas que com simplicidade e segurança vem buscando soluções e implementando as transformações para modernizar a Igreja. Não foi à toa que Bento VI encontrou como única solução o caminho de uma renúncia que surpreendeu o mundo.

Durante a Jornada Mundial da Juventude, no Brasil, em uma de suas primeiras viagens, já demonstrava que não precisaria de ser politicamente correto para conseguir a admiração de todos. Pelo contrário, foi sempre firme ao expor as suas convicções.

Com simplicidade, falou de assuntos polêmicos, como os problemas encontrados no Vaticano, a sua visão sobre os gays, a pedofilia e condenou a manipulação dos jovens. Com carinho, falou da sua opção pelos pobres, considerando que a miséria e as desigualdades sociais devem ser combatidas, e criticou aqueles que optam apenas pelo dinheiro e pelo poder. Procurou mostrar aos jovens que o futuro do país e de todo o planeta está nas mãos de cada um.

Agora, a sua visita a Cuba, uma das ditaduras mais fechadas do planeta há várias décadas, demonstra a sua preocupação não só com os fieis da Igreja Católica daquele país, mas principalmente, a importância também da sua atuação como chefe de Estado. Prova disso é que, com as suas intermediações entre Cuba e Estados Unidos, já há uma maior abertura entre os dois países, o que poderá facilitar o diálogo e derrubar, de vez, a barreira que há anos os separa.

A humildade, a conciliação e o diálogo são as principais armas usadas pelo Papa Francisco, que vai construindo a sua história neste mundo tão conturbado e violento. Suas virtudes, certamente, ficarão marcadas na história do século XXI.

Editorial

Enquanto a mídia e todo o país estão com as suas atenções voltadas para as questões políticas, econômicas e, principalmente, para os trabalhos de investigação que buscam desvendar quem são os “artistas” que assaltaram a Petrobras, há outras questões de grande interesse da sociedade que vão ficando pelo caminho, sem que as autoridades tomem as providências cabíveis para resolvê-las, ou, pelo menos, tentem mitigá-las, para dar um pouco mais de tranquilidade à população.

Uma delas é a questão das drogas, cujo enfrentamento deve ser feito sem nenhuma trégua, seja através de atividades repressoras, utilizando-se da legislação vigente, ou seja tratando-a, em alguns casos específicos, como uma questão de saúde pública.

Todos sabem que uma das causas marcantes da violência urbana nos dias atuais no Brasil está intimamente ligada com as guerras promovidas por quadrilhas que operam no narcotráfico, e que o empenho no sentido de combater a violência nas cidades passa, necessariamente, pela repressão feita pelas autoridades ao tráfico de drogas.

Existe, hoje, no Brasil, um movimento em ascensão a favor da descriminalização da maconha, matéria que já se encontra no Supremo Tribunal Federal (STF) e com votos favoráveis de alguns de seus ministros.

Ora, se até o uso do fumo e do álcool, que são consideradas drogas lícitas, tem sido alvo de pesadas campanhas contrárias devido ao mal que andam fazendo à saúde da população, a descriminalização da maconha seria um grande contrassenso, pois, além de causar a reconhecida dependência, é a porta de entrada para outras drogas mais pesadas e o caminho mais curto para desestruturação das famílias.

Além disso, todos os estudos feitos até aqui apontam para a certeza de que o narcotráfico e o consumo de drogas são os maiores geradores da violência que impera na maioria das cidades brasileiras, não só as grandes metrópoles, mas também as pequenas cidades, uma vez que tanto o uso como o tráfico estão se interiorizando.

Portanto, não se pode negar que há um vínculo muito grande entre o consumo e o tráfico de entorpecentes com toda essa violência da qual a população é testemunha e vítima. Violência urbana e as drogas formam uma parceria de causa e efeito que vem provocando um verdadeiro extermínio de pessoas. Com a palavra, as autoridades.

Editorial

Em tempos de crise não há como manter a população do país fora do contexto, uma vez que, esta sim, é a que é, e que continuará sendo, a parte mais atingida pelos efeitos da retração do mercado.

Todos sabem, pois sentem no próprio bolso, o peso da carga tributária no Brasil cujo conjunto de tributos, impostos e taxas superam o da média de nações consideradas ricas e de outros países emergentes.

O baixo crescimento do país é um indicador da crise econômica, que continua sustentada pela inflação em alta e a falta de confiança de investidores no sentido de movimentar a economia.

Na contramão de todas estas constatações encontra-se a equipe econômica do governo, que ao invés de buscar soluções para cortar os próprios gastos, quer aumentar ainda mais os impostos para cobrir os rombos das contas públicas que foram gerados dentro do ano de 2014, ano eleitoral.

Aumentar impostos é uma forma simplista e demonstra que, além de ser um erro que poderá gerar uma maior retração do mercado, o governo não tem projetos capazes de enfrentar a crise econômica num curto e médio prazo.

Infelizmente é o que acontece no Brasil de hoje, que tem um governo que se mostra desorganizado e sem rumo, principalmente levando em consideração a falta de perspectiva de uma solução para a crise.

Enquanto isso, os trabalhadores brasileiros vão pagando a conta.

Editorial

O desequilíbrio do governo com os seus gastos tem sido matéria de constantes discussões entre políticos, economistas e a sociedade.
Para tapar os rombos causados pela má administração do governo federal, querem mais uma vez aumentar impostos, sem levar em conta que o Brasil já tem uma das cargas tributárias mais altas do planeta. Chegaram até a levantar a hipótese de se recriar a famigerada CPMF, o imposto sobre a movimentação financeira de pessoas físicas e empresas.

Enquanto avançam as discussões, o que se vê é o seguinte: quanto aos políticos, principalmente os que compõem a base aliada do governo, todos sabem que são eles os propulsores da crise moral que vitimou o país nos últimos anos, e, portanto, não têm a autoridade necessária para buscar soluções; quanto aos economistas que compõem a equipe de governo, eles não se entendem e andam batendo cabeça contra cabeça quanto ao tão falado ajuste fiscal; e, quanto à sociedade, nota-se a sua apreensão com todo esse imbróglio, pois com o baixo crescimento do país, o aumento da inflação e do desemprego, a conta sobrará para os trabalhadores, o que poderá aumentar a desigualdade social.

Seria muito bom, se nessa discussão toda, a equipe econômica encontrasse logo uma solução para cortar os excessivos gastos do governo, e, também, que encontrassem os meios necessários para fazer o país crescer sem mais aumentos de impostos. É isso que espera a população.

Editorial

O Brasil tem uma das cargas tributárias mais altas do planeta. Sempre que o governo se acha em dificuldades para equilibrar as suas contas, a primeira solução que passa pela cabeça dos chamados tecnocratas que mandam na economia é o aumento de impostos.

A notícia veiculada de que haverá uma mudança no PIS/Confins, unificando a base de cálculo, poderá, segundo estudos de especialistas, elevar os tributos em cerca de R$ 50 bilhões, sendo que só para o setor de serviços, o impacto será de mais de R$ 35 bilhões, o que representa uma carga extra que recairá sobre cerca de 2,5 milhões de empresas.

Ora, por mais que a crise mundial possa afetar a economia do país, não é só aumentando impostos que se resolve o problema. Se o governo não fizer a sua parte, cortando os seus gastos, qualquer outra medida será inócua.

O aumento de impostos onera as empresas, que acabam repassando os custos para o consumidor final, que é, na verdade, quem paga a conta.

O pior é que, com os investimentos cada vez mais escassos e o país mergulhando numa profunda recessão, o aumento de impostos vem na contramão de direção do crescimento, o que por si só já seria um importante impeditivo para este tipo de medida. Além disto, as empresas e todos os contribuintes já não têm como apertar mais os cintos, que andam pegando, não na cintura, mas no pescoço de todos eles.

Editorial

Nesta semana, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), uma das instituições mais representativas e de maior credibilidade do país, em conjunto com entidades empresariais como as confederações nacionais do Transporte (CNT), da indústria (CNI) e de saúde (CNS), lançaram um manifesto denominado de “Carta à Nação”, na qual afirma que o país vive uma “crise ética, política e econômica”, defendendo a adoção de medidas para o melhoramento do ambiente de negócios, como a desburocratização do processo produtivo, investimento em infraestrutura e aprovação de reforma tributária.

As ações propostas por entidades tão representativas, aliadas às manifestações populares, são de suma importância para que os poderes constituídos, principalmente aqueles que demandam a representatividade política, se sintam pressionados no sentido de se buscar soluções que sejam viáveis para pavimentar o caminho do crescimento socioeconômico da população, e por via de consequência, do país como um todo.

Diante disto, é importante que outras entidades façam o mesmo, uma vez que a inércia em nada contribui para ajudar nas soluções dos principais problemas do país.

Criticar faz parte do contexto, mas se faz necessário, também, que todos se unam apresentando ideias e soluções viáveis, independentemente de opções partidárias ou políticas. É o que se espera.

Editorial

A nossa presidenta Dilma tem buscado os meios de comunicação para tentar dar um pouco mais de qualidade ao seu governo e para convencer o povo de que todos precisam confiar na recuperação política e econômica do país.

Carregando nos ombros a responsabilidade de fazer o Brasil retomar o caminho do crescimento, sem o qual é impossível fazer baixar as taxas de desemprego, por exemplo, ela adota um discurso de que todos precisam buscar uma “agenda positiva para o país”. É, sem dúvida, a questão da confiança. Se não houver confiabilidade no mercado, o investidor se retrai, e, em não havendo investimentos, toda a cadeia produtiva permanece paralisada, o que promove, por via de consequência, a estagnação da economia.

A presidenta tem hoje o pior índice de popularidade da História do país. Apesar do aumento dos juros utilizado pela atual equipe econômica, como a única “panaceia” para interromper o crescimento da inflação, esta continua em alta, podendo chegar muito breve aos dois dígitos, o que não acontece desde 1994, quando foi implantado o Plano Real.

Já não se fala mais em programas sociais como o “Bolsa Família”, “Minha Casa, Minha Vida”, “Luz Para Todos”, “Mais Médicos” e outros programas dos quais o governo se utilizava para promover a administração e aumentar a sua popularidade, principalmente junto às camadas mais carentes da sociedade.

Sem autoridade para administrar a crise em que o seu governo mergulhou o país, busca na retórica uma saída para reunificar a sua base aliada, já bastante desgastada e onde ninguém se entende e, por conta disto, o Congresso vem impondo seguidas derrotas ao governo nas votações que a presidenta entende com a “salvação da Pátria”.

Enquanto a presidenta não fizer a sua “mea culpa” admitindo os erros cometidos pelo seu governo, dificilmente ela conseguirá reconquistar a confiança para impor a tal agenda positiva, e certamente continuará a ouvir os “panelaços” que o povo tem feito para protestar contra os desmandos que continuam mergulhando o país em uma das suas maiores crises política e econômica de toda a sua História. O resto é esperar para ver no que vai dar.

Certamente, será o povo que irá pagar mais esta conta.