Os passos de Bolsonaro

Francisco Laviola – 12/12/2018

Ao ver nos telejornais, as matérias feitas sobre a diplomação do presidente eleito, Jair Bolsonaro, fiquei pensando o quanto será árdua a sua tarefa de recolocar o Brasil nos trilhos, depois dos desgovernos que o país experimentou nos últimos anos.

É impossível não nos lembrarmos dos discursos demagógicos do ex-presidente Lula nos palanques, sob as luzes dos holofotes, fazendo aquilo que ele mais sabe fazer: o domínio do microfone. A sua lógica era dar a maior publicidade possível a um pseudo avanço social do nosso povo, enquanto a verdadeira intenção daquele circo todo era camuflar o seu projeto de permanência no poder.

A articulação do populismo de Lula fez do país uma republiqueta de bananas e plantou no Planalto por duas vezes o seu “poste”. Sem experiência administrativa, sem jogo de cintura, o “poste” desgovernou o Brasil até ser jogada pela janela do Palácio do Planalto. Mas deixou a sua marca. Afundou o país na maior recessão de sua história, com o maior índice de desemprego – cerca de 13 milhões de pessoas – resultado de uma política fiscal onde a gastança sem limites foi o forte do seu governo. Resultado: empresas falidas ou em recuperação judicial, demissões, estados quebrados, sem apoio da Federação e roubalheira sem fim, com distribuição de benesses a partidos e políticos, estendendo o famoso toma lá da cá, trama malévola urdida pelo chefe.  Foram mais de 13 anos de administração petista, tempo necessário para a população acordar e promover os movimentos de rua e os panelaços que ajudaram a por fim em todo esse desastre administrativo. Michel Temer até que tentou emplacar algumas reformas, mas também caiu diante da herança maldita e do establishment que ele próprio ajudou a construir, tornando-se um dos presidentes mais impopulares da História.

Por tudo isso é que o povo encarnou em Jair Bolsonaro a esperança de uma transformação do país. Já escrevi aqui que a eleição de 2018 foi atípica. De nada valeram os conchavos e as coligações de partidos em busca de maior tempo de propaganda eleitoral na TV. O novo presidente, que tinha apenas oito segundos de tempo na grande mídia, inovou utilizando-se das redes sociais. Deu certo e o povo acreditou nas suas propostas de ruptura com o sistema antes implantado. Mas seus passos serão fiscalizados pela população. Afinal, com a promessa de governar para mais de 210 milhões de brasileiros ávidos por dias melhores e por um Brasil sem corrupção não será uma tarefa tão fácil. Quem viver verá.

OS VISITANTES HABITUAIS

Adellunar Marge

Quando eu era criança a gente aprendia que as aves do céu não plantam, não cultivam a terra, mas sempre têm o que comer. Inspirados, quase certo, em Mateus 6,26. As aves do céu e todos os animais selvagens, não são como os homens que foram condenados a ganhar o pão de cada dia com o suor do seu rosto. O homem coleta aquilo que semeou com dificuldade e zelo para saciar a sua fome.

O meu jardim, embora pequeno, é um exemplo disso em miniatura. Ocupa um espaço de pouco mais de quarenta metros quadrados, mas abriga, além das ixoras e outras plantas ornamentais, a Bené, uma jabuticabeira de pouco mais de vinte anos (uma adolescente para uma espécie de longa vida como ela) e a Vitinha, uma videira com pouco mais de quatro anos, mas que ostenta duas vezes por ano cachos de uvas dulcíssimas que se estendem por sua ramagem que sobe do jardim e circunda o terraço da minha casa.

Duas vezes por ano, tanto a Bené, com suas doces jabuticabas, como a Vitinha com suas saborosas uvas, atraem a cobiça de Sabiás, Sanhaços, Saíras, durante o dia e dos negros Morcegos, durante a noite.

Os Sabiás, pelo menos, pagam a sua refeição diária com o seu canto majestoso, que se inicia com o romper da aurora e se estende até o último raio do sol. Sei que o Sabiá possui uma variedade aproximada de cem cantos diferentes, baseados em uma média de dez notas. Talvez por um orgulho próprio, gosto de dizer que o canto mais belo é o do Sabiá que canta em meu jardim.

O certo é que duas vezes por ano os pássaros e os morcegos vêm e as frutas vão, sobrando pouco para mim. Eu sei que, como dizia aquela passagem bíblica citada lá atrás, os pássaros e os animais selvagens não preparam a terra, não a cultivam, mas sempre têm o que comer. Mas no meu jardim? Com o fruto do meu esforço e do suor do meu rosto? Pera aí…!

Então eu resolvi botar um pouco de ordem na casa. Primeiro pensei em uma armação de tela em volta da Bené para blindar as jabuticabas dos pássaros e dos Morcegos (os danados dos morcegos são praticamente cegos, mas não perdem uma investida contra uvas e jabuticabas graças ao uso do seu maravilhoso “sonar” que lhes compensa a deficiência visual). Telar a jabuticabeira poderia dar certo, mas seria impossível telar toda a extensa parreira. Foi aí que,  com um ataque repentino de “eco-humanismo”, pensei: Vai que, com a escassez dos alimentos naturais, com as queimadas e os desmatamentos, o Criador queira alimentá-los com os frutos do meu jardim…! Então tive uma idéia: dividir com os pássaros e os morcegos, visitantes habituais, a produção dos frutos. Mas como fazê-lo?

Bem, a produção da Bené, como é imensa, deixei aberta democraticamente a todos: pássaros, morcegos e humanos. Afinal eu não daria conta mesmo das jabuticabas que a Bené produz.

Com as uvas foi diferente. Neste mês de dezembro são cerca de oitenta cachos amadurecendo. Envolvi quarenta deles (a metade) com sacolas de papel. A metade desprotegida ficará com os pássaros e os morcegos. O grande problema são as Saíras, pequeninas, bonitinhas, mas ordinárias. Estragam mais do que comem, tanto uvas como jabuticabas. A sorte é que, mesmo ariscas como são, amedrontam-se com a presença dos imensos Sabiás que, mesmo sendo um casal só, impõem respeito aos demais pássaros. Talvez nem tanto pelo seu tamanho, mas, sobretudo pelo seu canto soberbo que ecoa a quadras de distância ou pelo seu título de “Pássaro Símbolo do Brasil”.

Este ano terei menos uvas para mim, mas pássaros e morcegos se fartarão das delícias do meu jardim…

Sociarte 6/12:

Parabéns, Ana Elisa

A advogada muriaeense, Ana Elisa Marum Braga, comemorou seu aniversário na quinta-feira (6), no Rio de Janeiro, cidade onde mora. Ela é filha de Ivete Félix Marum e irmã de Mariana Marum e de Jorge Augusto Marum. Parabéns, Aninha! Tudo de melhor para você sempre!

Parabéns, Guilherme

Guilherme Marum de Carvalho completa idade nova neste sábado (8). Ele é filho de Ernane Lomeu de Carvalho e Ivone Félix Marum. Felicidades, Guilherme! Sucesso e saúde para você!

Parabéns, Laís

A dentista, Laís Bonato, filha de José Ronaldo e Mariléia Bonato, soprou velinhas na última quarta-feira (5). Felicidades, querida Laís! Que todos os seus sonhos se realizem!

I Moto Rock de Pirapanema

O I Moto Rock de Pirapanema aconteceu no último sábado (1º). O distrito de Pirapanema, localizado na região montanhosa de Muriaé, na Serra do Brigadeiro, reuniu grupos de motociclistas da cidade e da região. O encontro contou com os shows das bandas Lost Highway (tributo a Bon Jovi), Alenha Rock Band, Queima de Arquivo, Olaria Harmônica e Backlands. Foto: ceuazulnews.com.

Bem-vinda, Luiza

A linda Luiza Bizarro Prata, filha da amiga, Juliana Pereira Bizarro, veio ao mundo no dia 2 de dezembro, no Hospital São Paulo. Seja bem-vinda, Luiza! Muita saúde e felicidade em sua vida!

Niver de Carla

O jornal A Notícia deseja felicidades à amiga Carla Mendanha, que completou idade nova no último sábado (1º). Parabéns, Carla! Tudo de melhor sempre!

Destaque

O destaque desta semana vai para o cantor Daniel Houston, que se apresentou ao lado de Carol Pereira, no palco do Colina Country Clube, na sexta-feira (30), durante a abertura do inesquecível show da diva Alcione.

Parabéns, Luiz Oliveira

Luiz Oliveira, da Máximo Produtora, completa idade nova neste sábado (8). O jornal A Notícia deseja saúde, sucesso e paz ao amigo. Parabéns, Luiz!

Editorial

A crise econômica pela qual vem passando o país e que vem sendo anunciada desde 2014, embora os governos anteriores não admitissem por razões óbvias, parece que começa a ceder.

Todos sabem que o mercado está intimamente ligado a duas premissas fundamentais para que aconteçam os investimentos: a confiança e o grau de risco. Se o investidor confia, ele investe, e em havendo investimentos, automaticamente haverá produção e crescimento, formando-se uma cadeia positiva. Se o investidor desconfia de que há um aumento do grau de risco, certamente ele não investirá e a cadeia se torna negativa.  É como um efeito dominó, que uma vez derrubado o primeiro, torna-se impossível amparar o último.

É claro que, como dependentes que somos da economia de outros países, sem dúvida, pode haver uma co-relação que acaba tomando grandes proporções, se não houver um sistema inteligente de defesa econômica através de medidas preventivas de proteção.

O governo Temer, apesar das intempéries e da sua incompetência para cortar os gastos, parece que conseguiu pacificar um pouco a economia, que no apagar das luzes, está dando alguns sinais de melhora.

Resta agora torcer para que o novo governo, que toma posse no dia 1º de janeiro de 2019, encontre alguma “panacéia” milagrosa para curar todos os males que impedem um maior crescimento do país. É o que se espera.

Contra o “quarto poder”, Sérgio Moro

Francisco Laviola – 06/12/2018

Não há dúvidas de que o maior personagem da história contemporânea é o ex-juiz Sérgio Moro. Estou certo de que, a não ser os “esquerdopatas” de plantão, que tentam a todo momento canonizar o presidiário mais famoso da atualidade, a parte maciça da sociedade concorda com o que estou afirmando. Se Sérgio Moro deixasse de existir hoje, ele já teria entrado para a História do Brasil como um grande brasileiro que lutou bravamente, contra tudo e contra todos, no sentido de derrubar de vez o quarto poder da nossa República: a corrupção.  Os números desviados pelas organizações criminosas infiltradas na política apresentam cifras impressionantes. Enquanto uma grande parte dos brasileiros rala, diariamente, para ganhar um mísero salário mínimo que não chega a mil reais por um mês de trabalho, os desvios de bilhões e mais bilhões de reais continuam sendo levantados todos os dias pelas investigações da famosa Operação Lava-Jato.

Um dos estados da Federação que apresenta maiores dificuldades financeiras nos dias atuais é o estado do Rio de Janeiro. Esta faceta do estado do Rio se deve, em grande parte, ao sistema de corrupção endêmica dos seus governantes. Não é por acaso que o estado tem hoje seus dois últimos governadores presos; Sérgio Cabral já condenado a mais de 100 anos de prisão e o seu sucessor, o Pezão, ao que tudo indica, seguindo a mesma trilha. Para ser mais exato, Pezão é o quarto governador do estado do Rio a ser preso. Os outros dois que já estiveram trancafiados, foram Antony e Rosinha Garotinho.  Enquanto isso, a operação Lava-Jato indica que a corrupção causou um prejuízo de pelo menos R$ 1,5 bilhão ao estado, valor que daria para custear as despesas de um hospital do porte do Souza Aguiar, uma das maiores emergências públicas da América do Sul, por um período de seis anos. Este tipo de absurdo nós temos visto pelo Brasil afora todos os dias nos noticiários.

Estou passando estas informações para despertar no leitor a ideia de quanto pode ser importante a presença do ex-juiz Sérgio Moro no comando do Ministério da Justiça e da Segurança, com status de um “super ministro”, segundo a imprensa. Com a experiência de quem já sentenciou cerca de 140 processos com condenações, entre políticos, assessores e empresários, Moro já definiu que seguirá o rastro de todo o dinheiro desviado dos cofres públicos e que se encontra em contas bancárias nos chamados paraísos fiscais. Ele Já disse também que vai “escarafunchar” a origem dos R$ 174,5 bilhões que já foram repatriados por brasileiros e que se encontravam depositados em contas no exterior. E a Receita Federal tem os seus meios para fazer esse trabalho. Por certo, a ideia é excelente, pois não basta apenas condenar e prender os corruptos. É preciso fazer com que eles sejam obrigados a devolver aos cofres públicos toda a “grana” surrupiada do país.

Sem dúvida, considerando as firmes declarações do futuro ministro da Justiça, que tem carta branca do presidente Bolsonaro para agir, são extremamente alvissareiras as possibilidades de um combate mais efetivo a esse poder paralelo, o quarto poder, chamado de organização criminosa e de corrupção.

IMUNIZAÇÃO COGNITIVA

Adellunar Marge

O ser humano, apesar de ser a obra prima da natureza, carrega consigo certas distorções que o fazem pagar, por sua própria culpa, um elevado preço em sua existência. É o único ser que tem consciência de si mesmo e do mundo que o cerca. Por isso, como dizia Pascal, “o mais mesquinho dos homens vale mais do que todo o Universo, pois esse ser, ainda que mesquinho, tem consciência do Universo que o cerca e o imenso Universo, com toda a sua grandeza, não tem consciência desse homem…”

Mas mesmo com toda essa pujança o ser humano tropeça em seus próprios pés em sua caminhada existencial ao abdicar de sua condição de ser individual e se transformar em apenas mais um membro de um imenso rebanho a ser tangido pelas ideologias e pelos oportunismos demagógicos, uma “massa de manobra”. Sem dúvida, não se deixar levar por outra pessoa demanda uma postura crítica, o que não é fácil, pois ser crítico é examinar com a razão todo e qualquer problema que se apresente diante de nós.

Aceitar o que lhe falam sem o exame da razão é alienar-se. E o que é alienar-se se não deixar se conduzir como um cego intelectual por outra mente que não a sua. Afinal, alienar tem sua origem no termo “alienus”, que no latim significa “que pertence a outro, alheio, estranho”.

Há pouco tempo a Senadora Ana Amélia, com o brilhantismo que lhe é peculiar, lembrava um comportamento típico da esquerda, que é ilustrado pelo que a Neurolinguística chama de “Imunização Cognitiva”.  Esse tipo de comportamento seria a negação obsessiva de uma verdade que, apesar de clara e evidente para a maioria dos seres comuns, incomoda aquele que insiste em negá-la. É o caso daqueles que negam insistentemente a culpa de um político condenado por crime de corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, etc.

É comum, nos noticiários da mídia, os envolvidos sempre negarem a participação em qualquer esquema de corrupção de que são acusados. Por extensão, os seguidores dos tais envolvidos prosseguem na mesma linha. Para convencerem a si próprios de que estão corretos em sua negação, imunizam-se contra o conhecimento, praticando a “imunização cognitiva”.

Isso é comum no mundo todo e em todas as épocas e não se restringe apenas ao campo da política, podendo ser observado também nas áreas da Religião, da Moral, etc. Daí o fanatismo daqueles que a praticam.

Assim se deu na longa e trágica época dos Tribunais da Inquisição da Igreja Católica, em que milhares de pessoas eram queimadas vivas em fogueiras nas Praças públicas, processo também utilizado pelos Calvinistas da Igreja Reformada. Fanatismo semelhante observamos em algumas alas do Islamismo que escandalizam o mundo até os nossos dias,  com os terríveis “homens-bombas”. Na política, o mundo tem na memória os mais de 50 milhões de pessoas assassinadas pelo Ditador Joseph Stalin na URSS comunista; os assassinados por Hitler na Alemanha nazista; os milhares levados ao “Paredon de Fuzilamento” pela Ditadura de Fidel Castro e tantos outros regimes de alienação e opressão.

Em todos esses casos, apenas alguns poucos que lideram o processo, induzem grandes contingentes humanos a seguirem cegamente uma ideologia impedindo-os de procederem a uma análise crítica daquilo que estão seguindo.O rebanho imuniza-se assim contra o conhecimento praticando a chamada “Imunização Cognitiva”.

O grande problema é que essa aberração não aconteceu apenas nas épocas chamadas de “trevas do conhecimento”. Aconteceram em épocas de grande desenvolvimento cultural e intelectual como no Nazismo e no Comunismo nas primeiras décadas do século XX. O Comunismo ainda permanece presente em algumas Ditaduras que pontificam pelo mundo afora ou no regime que, em uma década e meia, tanto mal provocou em nosso país.

 

Sociarte 29/11

Dupla comemoração

Quem “soprou velinhas”, nesta última sexta-feira (30), foi a nossa querida amiga Wanderly Torres, presidente do Lions Clube Muriaé Helen Keller. Ela aproveitou o final de semana para comemorar o seu aniversário e também as suas Bodas de Ouro com o marido José Leal de Azevedo. O casal construiu nesses 50 anos uma linda família com os filhos: Wladmir, Walério, Wander José, Wladia, Waleska e Walker, além dos seus sete netos. Parabéns pela dupla comemoração.

Enlace de Natália e Paulo Victor

O casal, Natália e Paulo Victor, se uniu em matrimônio em cerimônia realizada no sábado (24), na Igreja Batista Parque Safira. Ele é filho de Paulo de Tarso Costa (in memorian) e Ivonete Lopes de Ávila, e ela de Alfredo Soares Magalhães e Edna Pereira de Andrade.  Ao novo casal enviamos votos de muitas felicidades, amor e paz. Sejam muito felizes!

Parabéns, Alessandro

O nosso amigo Alessandro Campos, presidente do Comitê de Investimentos do Muriaé Prev, completou idade nova, na quinta-feira (29). Ele é casado com a querida Franscislane Rodrigues (Fran) e é pai da bela Laura. A ele enviamos votos de muita paz, saúde e que continue sendo essa pessoa simpática e carismática. Parabéns!

Parabéns, D. Edith

A chegada dos 83 anos da simpática D. Edith Maria de Oliveira Silva foi comemorado com muita alegria no domingo (24), junto com amigos e familiares. A aniversariante recebeu, em sua residência, o Reverendo Wilson Reis, que realizou um culto para celebrar esses 83 anos de vida. A aniversariante é mãe dos queridos Wallace Kenedy, Paulo Roberto, Aloízio e Delandes. Parabéns, saúde e muitos anos de vida mais!

Parabéns, Luciana

A quinta-feira (29) foi de comemoração para a professora Luciana Porto, que completou mais um ano de vida. Ela que é casada com Jyon, é mãe dos queridos Lucas, Maria Clara e Ana Beatriz. Parabéns, Luciana! Que essa data possa se repetir por muitos e muitos anos mais. Muita saúde e paz pra você.

Merecido destaque

A apresentação dos membros da Associação de Violeiros de Muriaé foi um dos destaques da 2ª Virada Cultural. Durante as apresentações, a presidente da associação, Erotilde Francisca de Souza, se mostrou muito agradecida pela oportunidade dada pela Fundação de Cultura e Artes de Muriaé (Fundarte), na pessoa sua diretora geral Flávia Neves, e também pela Prefeitura Municipal de Muriaé. Parabéns, Erotilde! O Trabalho de vocês vem mostrando que a cultura tem que ser valorizada e apoiada!

Editorial

Todos conhecem o Bolsa Família como o maior programa dos últimos governos no sentido de prestar assistência às famílias que se encontram abaixo da linha de pobreza. Trata-se de um programa de transferência condicionada de renda, cuja condição principal é de que as famílias beneficiadas mantenham seus filhos matriculados na escola pública e cumpram um calendário de visitas a postos de saúde, com vacinação, consultas pré-natal e vários outros acompanhamentos médicos.

Embora seja um programa assistencial com o objetivo de reduzir a desigualdade, a pobreza, e   voltado para a inclusão social de milhões de brasileiros, alguns questionamentos devem ser feitos. Por exemplo: qual é o limite desse programa? Tratando-se de um programa de caráter emergencial, até quando o Estado deverá “bancar” esse tipo de ação, distribuindo dinheiro em espécie à população? Trata-se de um programa bem fiscalizado, para que os recursos cheguem somente nas mãos de quem deles necessita? Como garantir que no futuro essas famílias possam viver sem a ajuda do governo?  Além destes questionamentos, levando em conta a corrupção que campeia livre, leve e solta no país, é difícil acreditar na existência de um programa dessa magnitude sem as famosas fraudes

Está certo em se preocupar com os milhões de brasileiros que se encontram abaixo da linha de pobreza, mas são necessárias ações paralelas, capazes de criar empregos e condições de trabalho. É preciso uma série de incentivos reais para que as famílias pobres possam buscar, por suas próprias iniciativas, melhores condições de vida através do trabalho, sem ficar esperando por soluções milagrosas, o que cria, na verdade, uma grande dependência para com o Estado.

É por causa destes questionamentos que o novo presidente da República a ser empossado no próximo ano disse que vai mexer no programa.  Por certo, haverá muita coisa a corrigir.