Como a estratégia de Porter pode auxiliar o sucesso da sua indústria de confecção do vestuário

A princípio, o título pode causar estranheza, ou mesmo curiosidade. A ferramenta em questão é largamente utilizada na área de planejamento estratégico, pois propicia uma visão do todo, das forças as quais seu negócio está sujeito influenciar e sofrer influência. Para ficar mais palpável, escolhi o setor da indústria do vestuário, apenas para exemplo, pois, obviamente, se aplica a qualquer atividade. Leia e imagine as situações referentes ao seu negócio.

A metodologia de Porter se baseia em cinco forças que influenciam todos os tipos de negócios, o que altera é a energia ou potência de cada uma destas. Vamos às forças:

1 – AMEAÇA DE NOVOS ENTRANTES – Existem barreiras que atrapalham a entrada de novos concorrentes, sejam pelas de licenças, patentes ou mesmo comerciais e tecnológicas, tal como o valor de investimento para a instalação de nova indústria.

Quanto ao vestuário, o investimento necessário é muito baixo em comparação a outras indústrias. Tal como um laticínio ou beneficiamento de vidro, a tecnologia é de baixa complexidade e as máquinas são as mesmas em qualquer empresa. A legislação é mínima, pois é classificado como de baixo impacto ambiental e de saúde pública.

2 – RIVALIDADE ENTRE OS CONCORRENTES – Relativo a intensidade com que os concorrentes estão no mercado.

Quanto à rivalidade, considero que seja muito alta, principalmente para as empresas que não possuem canal de distribuição direto, tal como lojas próprias, pois assim devem concorrer na preferência de fornecimento para o lojista. Como a barreira de entrada é pequena e existem muitas empresas, tende a acirrar a concorrência, em especial quando um dos concorrentes precisa capitalizar, fazer dinheiro e queima estoque a preço mais baixo.

3 – PODER DOS CLIENTES – Quanto mais opções um comprador tiver, mais força de barganha ele terá.

De forma geral, podemos visualizar muita oferta e baixa demanda devido ao momento econômico, o que dá, então, um grande poder ao cliente para negociar preços, pois terá muitas opções à sua escolha. Porém, esta é uma visão míope, pois é necessário segmentar o mercado e analisar a situação do ponto de vista real de sua empresa. Às vezes existem, sim, inúmeras fornecedores concorrentes, mas nenhum é tão confiável em prazo e qualidade. Viu como a análise pode mudar?

4 – PODER DOS FORNCEDORES – Assim como o poder dos clientes, anteriormente analisado, quanto menos fornecedores existirem, mais poder de negociação eles terão. Relação de oferta e demanda.

Existem inúmeros fornecedores de malha e PV. Neste caso, a margem de negociação tende a ser menor devido à concorrência; os preços praticados tendem a ter menor margem. Enquanto outros insumos e matérias-primas mais nobres, tal como o tecido push, que existem menos fornecedores, assim, o mesmo tem mais poder para negociar.

5 – PRODUTOS SUBSTITUTOS – O produto é de fácil substituição. Quando os preços aumentam, as pessoas tendem a trocar nosso produto por outro similar mais barato?

Obviamente que em momentos de recessão econômica, as pessoas tendem a frear o consumo e até mesmo substituir produtos mais caros por outros mais baratos, porém as empresas que trabalham com valora agregado devem ter muito cuidado para não “queimarem” a marca. Na ânsia por recuperar mercado, caem a qualidade do produto. Assim, a melhor estratégia é a criação de outra marca, uma segunda linha de produto.

Espero que a nossa conversa de hoje tenha sido útil para ampliar sua visão sobre o seu negócio. Que este olhar estratégico proposto por Michael Porter, um dos pais da Administração moderna, possa lhe abrir caminhos que vislumbrem novas oportunidades.

Lembre-se que PROBLEMAS são apenas OPORTUNIDADES disfarçadas!

Tecnologias ubíquas são tendências para 2030

Uma nova estrutura industrial está surgindo. Especialistas preveem uma nova revolução que transformará a maneira de fabricar produtos. Uma estrutura onde o processo de produção será tecnológico, ciberfísico, virtual. Tecnologias ubíquas são tendências para 2030.

O conceito de rede produtiva é muito empregado para designar relações entre entidades sociais e econômicas. A união de sistemas materiais e informacionais como sensores, atuadores e controladores, o desenvolvimento da Internet das Coisas (IdC) e a tendência do avanço tecnológico dentro das industrias, faz com que tudo o que é transacionado na rede, incluindo tudo o que é produzido, seja, em grande parte, informação. A partir dessa ideia de avanço, um estudo sobre Visão de Futuro do setor têxtil e de confecção para 2030 realizado este ano, explica de maneira bem clara a essa dimensão na identificação e seleção das tecnologias ubíquas.

AS ÁREAS DA TECNOLOGIA

O E-book traz, baseando-se em trabalhos publicados em revistas científicas e estudos internacionais relevantes, nove áreas de conhecimento tecnológico que deverão ser enfatizadas.

Automação e Robótica – a utilização da automação e robótica dentro dos processos de confecção varia desde simples operações de transporte até robôs multieixos com sistemas de visão integrados e capacidade de adaptação em tempo real.

Os avanços esperados tornarão as operações rotineiras atuais de manufatura obsoletas. Mas não pense que esses avanços ainda começarão a acontecer, alguns sistemas de costura robótica já têm sido desenvolvidos desde a década de 1980.

Tecnologias de informação e de comunicação – um novo modelo de modelagem e simulação da manufatura integradas a todos os processos de design, juntamente com ferramentas de realidade virtual, permitirão que todos os produtos e processos sejam otimizados em um fluxo de resposta rápida e produção enxuta.

Com o apoio dos avanços tecnológicos de informação e comunicação a produção física ocorrerá em estágios cada vez mais avançados do processo, aproximando-se fisicamente do consumidor final.

Sensores e atuadores – o novo modelo de manufatura ocorrerá por meio da integração de sensores em rede, conectando produtos aos processos e à Internet.

Modelagem e simulação – a fidelidade dos modelos de simulação é um passo à frente na possibilidade de compras pela Internet. É um aspecto relevante porque os investimentos são altos e a tolerância com os erros é baixa.

Computação em nuvem – a computação em nuvem permite que as empresas possam fazer uso de tecnologias da informações e comunicação sem precisar ter em sua equipe profissionais especializados.

Esse tipo de tecnologia são máquinas virtuais on-demand acopladas a serviços de software capazes de entregar ampla gama de serviços de maneira confiável e segura para múltiplos dispositivos, garantindo a computação móvel.

Internet móvelSmartphones, tablets e outros dispositivos semelhantes se tornarão ubíquos, ou seja, estarão presentes e conectados em rede em todos os lugares.

Tecnologias sustentáveis – a produção de tecnologias que vise o desempenho ambiental são as principais orientações de desenvolvimento das tecnologias sustentáveis.

Biotecnologia – a tendência é que a gama de produtos biotecnológicos aumentará progressivamente nos próximos anos, explorando os diversos campos da tecnologia. No setor têxtil e de confecção, biotecidos, biofibras e biorroupas são áreas de intensa experimentação, tanto artesanal quanto científica.

Materiais – a tendência é o desenvolvimento de materiais que permitirão a unificação de etapas produtivas, reduzindo tempos e produzindo economias de toda sorte.

Fim das vantagens de baixo custo no setor de produção

Em tempos em que a tecnologia e a agilidade da informação estão cada vez mais aprimoradas, as empresas do setor de produção que buscam a alta qualidade, prazos e entregas reduzidos e flexibilidade apresentam melhor resultado em comparação àquelas que focam em redução de custos. Um estudo sobre Visão de Futuro do setor têxtil e de confecção para 2030 realizado este ano, explica de maneira bem clara e eficaz como o fim das vantagens de baixo custo no setor de produção está cada vez mais aparente.

A indústria da moda em geral é altamente competitiva e pressionada pelo aumento da qualidade, diversidade de escolhas, conteúdo, redução de custos e entrega de valor. Toda essa pressão levou ao desenvolvimento do chamado fast fashion que quer dizer um padrão de “moda rápida”, ou seja, um padrão de produção e consumo no qual os produtos são fabricados, consumidos e descartados muito rápido.

O fast fashion consiste em uma estratégia de oferta de produtos de alta qualidade, intensivos em moda, de alta frequência de coleções, que procuram atender a demanda de consumo em seu pico, mas com preços relativamente baixos, para assim atrair público, para isso, a estratégia conta com a necessidade de racionalização sistemática de custos, por meio do emprego de práticas de just in time. Essa estratégia promoveu a evolução da produção para a manufatura ágil, enxuta e com resposta flexível e rápida.

Vivemos em um mundo onde tudo está corrido, todo é fast, hoje é novo e amanhã já está obsoleto. No mundo dos negócios, para acompanhar essa corrida de produção e novidades é necessário acompanhar, concomitantemente, a tecnologia.

As empresas do setor de confecção e indústria têxtil, por sua vez, não é diferente. Nos últimos anos foi impulsionado pelo emprego intensivo de tecnologias de informação e da Internet amparadas pela disseminação do uso de computadores, tablets e smartphones. Conexões mais próximas e mais rápidas estão presentes entre o consumo e as cadeias de produtores e assim deram início à customização de massa no vestuário.

Toda essa cultura pós-moderna de agilidade veio com o advento da internet e acabou trazendo uma exigência por parte do consumidor pela alta qualidade. Prazos mais curtos, flexibilidade, entregar de valor e etc. O fast fashion incorporou dentro do ramo da moda a diversidade de escolha, rapidez, eficiência, agilidade e produção enxuta e acabou por educar e incentivar o novo consumidor à rápida satisfação de impulsos e desejos de individualização, com preços baixos.

Mas como acompanhar todas essas exigências?

Atualmente, pesquisadores e especialistas da área garantem que está próximo o fim das vantagens competitivas do baixo custo no setor de produção. Atraso tecnológico, ineficiências produtivas, qualificação insuficiente, infraestruturas físicas e de comunicação precárias inserem custos adicionais caso queiram se manter nessa competição em atrai o consumir exigente.

Os consumidores estão em busca de novidades a todo o tempo, e para suprir as expectativas destes, as empresas necessitam da tecnologia a todo o tempo. Isso gera custos ao setor, porém também gera diferencial entre a concorrência.

Estudo sobre a Quarta Revolução Industrial do Setor Têxtil e de Confecção: a Visão de Futuro para 2030

O estudo realizado este ano sobre a Quarta Revolução Industrial do Setor Têxtil e de Confecção: a Visão de Futuro para 2030, atualiza a proposta do estudo prospectivo para o setor têxtil e de confecção realizado em 2008 pelas Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT) e o Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil do SENAI (SENAI CETIQT).

O estudo resultou em duas obras publicadas pela ABDI. A primeira obra – Panorama Setorial Têxtil e Confecção (PSTC) – produziu um retrato do setor em seis dimensões (Talentos, Tecnologia, Mercado, Investimentos, Infraestrutura física e Infraestrutura político-institucional) e orientou a formulação da Visão de Futuro 2023. A partir de então, foi publicada a segunda obra – Estudo Prospectivo Setorial Têxtil e Confecção (EPSTC) – que descreveu duas rotas para o setor atingir os objetivos nas seis dimensões preestabelecidas (rota estratégica e a rota tecnológica).

Com o advento da crise financeira mundial em 2009, as condições de investimento de mercado foram drasticamente alteradas e, para conseguir enfrentar as novas condições da competição globalizada, as economias mundiais também tiveram que mudar suas estratégias.

Todo esse acontecimento afetou drasticamente as tendências assinaladas nos estudos PSTC e EPSTC em 2008. Houveram então mudanças na estrutura do setor. Novos perfis e novas formas de governança começaram a surgir.

Um exemplo deste fato que o autor apresenta no E-book é o desequilíbrio entre a oferta e a demanda de costureiras industrias. Com as transformações socioeconômicas pós 2009, como as novas tecnologias de produção, com os regimes de cotas universitárias, com a facilidade de acesso as redes sócias e etc., surgiu carecia de operadoras de maquinas de costura. Muitos jovens de diversas classes sociais, começaram a desenvolver propostas de futuros semelhantes para si, onde o emprego industrial tradicional não era uma das melhores opções. Com isso, houve uma necessidade de automatizar e robotiza as indústrias, até mesmo em países em que a mão de obra é barata.

Todos esses grandes acontecimentos e transformações assumiram um caráter especial no Brasil e tudo isso acorreu logo após a publicação dos estudos PSTC e EPSTC. Com isso, a ABIT, ABDI e SENAI CETIQT decidiram aferir se a Visão 2023 e as rotas traçadas em 2008 ainda eram consistentes, foi aí então, que decidiram ampliar a validade do estudo para 2030.

Desenhar uma visão futura de um setor, seja qual for, é uma tarefa que está intrinsecamente relacionada às expectativas da sociedade a seu respeito. Para isso ocorrer existem várias questões contradições que precisam ser respondidas e resolvidas, como, que tipos de empresas, cadeias e negócios se quer priorizar e desenvolver? Quais os benefícios que a sociedade espera receber do setor em 2030? Como o setor deverá se inserir na Cadeia de Valor Global? Como estimular perfis empreendedores e proteger os antigos da ameaça externa? E etc…

Concluindo então, o estudo tem como objetivo apresentar a Visão de Futuro do Setor Têxtil e de Confecção Brasileiro para o ano de 2030, esperando contribuir com desenvolvimento do setor, refletindo em confiança e um futuro desejado por todos.

Confecção 4.0 – O modelo do futuro

Podemos observar claramente que hoje em dia vivemos em um mundo onde tudo é feito na hora. A internet formou um conceito de agilidade para quase tudo do dia a dia. Um fato que está acontecendo lá na China chega como informação em tempo real para qualquer pais do mundo inteiro. Alguns especialistas denominam esse estilo de vida como “cultura fast”, onde o consumidor busca por produtos prontos, informações rápidas, processos custos ou quase inexistentes. Além da agilidade este estilo criou uma ideia de consumo onde o que hoje é novo, amanhã já se tornou obsoleto. Há uma corrida tecnologia invisível acontecendo sem parar e os empresários de todos os tipos de seguimentos precisam acompanhar essa competição para se manter no mercado globalizado. No ramo da confecção não é diferente, existe uma teoria de um novo conceito vindo por aí, o conceito de Confecção 4.0 – O modelo do futuro que tornará ainda mais criativo e tecnológico todo o processo de fabricação têxtil, desde a escolha o tecido até a entrega para o consumidor.

Um estudo sobre Visão de Futuro do setor têxtil e de confecção para 2030 realizado este ano, explica de maneira bem clara e eficaz como a Internet das Coisas (IdC) e o desenvolvimento de sensores e atuadores ajudarão no desenvolvimento de fábricas inteligentes para o futuro.

O chamado fast fashion, acompanha esse estilo de vida rápido e exigente produzido pela internet. O modelo consiste em uma estratégia de oferta de produtos de alta qualidade, intensivos em moda, de alta frequência de coleções, que procuram atender a demanda de consumo em seu pico, mas com preços relativamente baixos, para assim atrair público, para isso, a estratégia conta com a necessidade de racionalização sistemática de custos.

A Internet das Coisas e os Sistemas Ciberfísicos tendem ao conceito de Indústria 4.0. Novos modelos de fábricas que serão na realidade grandes redes globais que incorporarão todos seus processos sob formas de Sistemas Ciberfísicos. No ramo da manufatura, esses sistemas compreenderão máquinas inteligentes, sistemas de armazenamento e instalações capazes de trocar informações de maneira autônoma e integrada. Em alguns lugares esse novo modelo de gestão já está sendo utilizado. Algumas fábricas já adotam abordagens completamente novas em sua produção. Produtos inteligentes são identificados de forma única e podem ser encontrados a qualquer momento, ter sua própria história, status e rotas alternativas até atingirem seu estado final. A tendência abordada no E-book é que ema 2030 as fabricas tornem seus processos ainda mais tecnológicos é avançado.

Estamos vivenciando a era que inicia a Quarta Revolução Industrial. Novos modelos de consumo, exigências pela preservação do meio ambiente, indústrias que adotem sistemas de preservação, além de inovar e agilizar os processos de fabricação. O aumento de complexidade industrial promovida pelas tendências econômicas, sociais, ambientais e tecnológicos oferece oportunidades inexploradas pela indústria brasileira de têxteis e confeccionados até o presente. A tendência é que o próximo estágio da evolução da produção global seja a Confecção 4.0 formada por Sistemas produtivos autônomos de produção individual e integrada que atinja às exigências dos consumidores.

As tendências do setor de produção no mundo

O estudo A Quarta Revolução Industrial do Setor Têxtil e de Confecção: a Visão de Futuro para 2030 – explica de maneira bem clara e eficaz as crescentes dificuldades de se categorizar as tendências do setor de produção que moldarão a manufatura do setor no mundo.

Veja o documento em sua integra em:

http://www.abit.org.br/uploads/arquivos/A_quarta_revolucao_industrial_do_setor_textil_e_de_confeccao.pdf

TENDÊNCIAS ECONÔMICAS

Estima-se que na próxima década, mais de 1bi de pessoas entrarão no mercado de consumo. A tendência é que as economias ainda em desenvolvimento, irão continuar a orientar a produção de bens manufaturados. Em contrapartida, esse fato fará com que o ambiente se torne ainda mais incerto e arriscado.

A estimativa é que no setor têxtil a produção tradicional globalizada seja migrada para locais onde há custos de trabalho barato e sistema de transportes confiáveis. Para especialistas a indústria, de maneira geral, é vista como em estado de profunda mudança.

Tradicionalmente, a manufatura é vista no centro da cadeia de valor como um processo de produção no qual as matérias-primas são transformadas em produtos físicos por intermédio de atividades que envolvem pessoas e outros recursos. A estimativa é que em 2030 a indústria seja radicalmente diferente da de hoje em dia e praticamente irreconhecível do ponto de vista de trinta anos atrás. A ideia é que o termo indústria, nos próximos anos, esteja totalmente associado a sistemas ciberfísicos, autônomos, integrados e robotizados.

Uma nova ideia de valor será exigida pelos consumidores. As novas tecnologias de materiais, produtos e processos juntamente com a hibridização da manufatura com os serviços estarão obedecendo aos princípios de consumo e produção sustentável.

TENDÊNCIAS SOCIOLÓGICAS

Estima-se que a principal tendência sociológica que moldará o futuro será a Individualização e Personalização (I&P).

A ideia é que os consumidores poderão, através da internet, personalizar seus produtos com custos relativamente baixos. Teoricamente, são produtos que poderiam ser comprados por grande quantidade de consumidores, porém, seriam restritos, na prática, por pessoas habituadas com essas possibilidades e dispostas a empregar seu tempo na personalização do produto.

O acesso à informação através das plataformas digitais transformou os mercados tradicionais em espaços de mercado onde o conteúdo, contexto e infraestrutura estão recriando o conceito de valor de consumo. Com isso, será cada vez mais necessário que a manufatura explore tendências de personalização nas quais o consumidor atue como fornecedor, designer e vendedor, não somente um simples comprador.

Os avanços tecnológicos estão tornando a manufatura mais intensiva em capital e em profissionais bem formados.

TENDÊNCIAS AMBIENTAIS

As constantes pressões por parte dos consumidores e de movimentos sociais por políticas públicas e estratégias privados têm enfatizado a cultura da sustentabilidade como agregação de valor ao consumo. Até mesmo em países como China se estabeleceu alguns limites aos

Impactos ambientais e à exploração do trabalho em seu processo de produção. Há uma estimativa que cresça ainda mais a tendência de criação de tecnologias que influenciem na reciclagem dos produtos.

TENDÊNCIAS TECNOLÓGICAS

Todas as tendências apresentadas até aqui estimam um aumento tecnológico na manufatura. A ideia é que a integração digital associada à robotização com o apoio de computadores e de sistemas de informação disseminarão novos processos radicais de transformação no setor.

A moda é um fenômeno dinâmico, ou seja, projeta e realiza mudanças nos ambientes culturais, sociais, políticos, econômicos e estéticos. O uso das tecnologias de informação e comunicação ainda precisam ser bem mais explorados no seguimento de moda e essa é a tendência tecnológica para o futuro.

As mudanças e oportunidades do setor de produção

Durante muitos anos a geografia mundial do setor de produção permaneceu centrada em locais de baixo custo. No entanto, nos últimas décadas, mudanças e oportunidades do setor estão surgindo. Há uma gama de grandes oportunidades para as indústrias que souberem iniciar narrativas de renovação de suas estruturas.

Flavio da Silveira Bruno, explica em seu Estudo “A Quarta Revolução Industrial do Setor Têxtil e de Confecção: a Visão de Futuro para 2030” que de 1994 a 2004 as cotas que protegiam as indústrias localizadas em mercados ricos contra a entrada de produtos fabricados em países de menor complexidade econômica foram gradativamente eliminadas, após a ascensão da China e outros países asiáticos na competição por preços baixos. No entanto, para o setor têxtil, a economia abriu novos cominhos que desde então, não estavam previstos.

Com a ascensão da tecnologia e da internet, a informação passou a ser disseminada em tempo real para qualquer parte do planeta. Isso trouxe uma estratégia nova de aproximação entre a produção e do consumidor final.

Nos países asiáticos, vários produtores de vestuário aperfeiçoaram suas capacidades e têm assumido novas funções. Com o surgimento e exploração das tecnologias da informação iniciou então uma interconexão entre diversos estágios das cadeias, reduzindo custos e riscos associados a estoques obsoletos, perdas de vendas e etc. Fornecedores passaram a integrar suas operações, deixando o antigo perfil de simples “parte” do processo de montagem de pacotes completos para fornecedores de serviços e produtos mais completos que suprem as necessidades do cliente, esse processo é conhecido como full-package.

Essas mudanças trouxe uma proximidade de mercados-chave na localização das unidades fabris, reorganizando a geografia mundial do setor de produção, como mencionamos no início do artigo. Diversos produtores asiáticos, antes coordenados por empresas líderes ocidentais, estão assumindo, gradativamente, funções de coordenação, ou seja, estão, cada vez mais estendendo suas atividades em direção ao consumidor final.

A experiência de consumo tem se tornado, gradativamente, uma orientação de valor que está alterando a maneira de como o consumidor final pensa, adquire informação e toma decisões sobre as atividades de consumo.

O uso intensivo de tecnologias da informação para o desenvolvimento de níveis elevados de capacidades organizacionais, como eficiência operacional, serviço ao cliente e desenvolvimento de produtos. No entanto, a difusão das experiências com as tecnologias e a comunicação com consumidores amplia ainda mais esta importância, ressaltando as vantagens econômicas na gestão do negócio e comparando com as gigantescas economias externas.

Para alguns autores, já pode ser identificado um novo modo de manufatura no setor de produção têxtil, denominado social manufacturing, ou manufatura social. Esse modelo permite que qualquer pessoa possa participar de todo o processo de manufatura e visa introduzir a indústria de confecção do vestuário na customização de massa, baseada nas redes digitais, e em outras tecnologias emergentes, como o espelho 3D de virtualização da prova de roupas, que será mais bem detalhado neste trabalho.

Concluindo então, com o advento crescente das tecnologias em países de mãos de obra barata houve mudanças na geografia mundial do setor de produção. Novas propostas de agregar valor ao serviço ou produto para o consumidor final estão sendo inseridas ao consumo e cada vez mais exigidas pelos clientes.

Qual a importância de fazer a DRE?

A Demonstração do Resultado do Exercício é uma obrigação para as Sociedades Anônimas – SA. Foi instituída pela Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, no artigo 187. Mas afinal, qual a importância de fazer a DRE?

Todo empresário, gerente ou sócio deve se importar muito esse assunto.  A importância de fazer a DRE logo vai ser entendida e o gestor responsável em fazer e organizar as informações desse documento deve ter bastante atenção para que todas as informações sejam colocadas da maneira correta.

A DRE tem o objetivo de demonstrar o resultado de uma determinada empresa dentro do período de 12 meses. Tem o objetivo de ser apresentada de forma vertical e resumida todo o resultado da empresa. Vale lembrar que poderá ser tanto negativo ou positivo.

Qual a importância de fazer a DRE e por qual motivo devo faze-la?

De início já devemos entender que para as S.A a DRE é um documento obrigatório. Esse motivo por si já se faz muito importante, não é mesmo? Mas é claro que alguns outros pontos também são importantes.

Todos os resultados do bom ou mal planejamento da empresa vão ficar exposto nesse documento. Os planos de ação e manutenção serão avaliados para verificar se a performance da empresa foi condizente com as expectativas.

A importância de fazer a DRE pode ser observada em alguns pontos que são facilmente identificados no seu conteúdo. Como por exemplo:

  • Crescimento das receitas no que diz respeito a vendas
  • Principais segmentos de mercado
  • A real incidências dos impostos que foram pagos. Assim como acréscimos ou deduções destes
  • Custos de serviços ou produtos
  • Despesas gerais que a empresa teve e qual foi a representatividade disso para a receita
  • Como foi a evolução do projeto para se aumentar os lucros
  • Capacidade da empresa para gerar caixa
  • Monitoramento do nível de endividamento
  • Melhor estratégia financeira que foi tomada

Podemos considerar a DRE como sendo um documento tão importante que pode ser até mesmo ser parte fundamental da sobrevivencia de uma empresa.

O fato é que diante de alguns resultados, o gestor da empresa poderá saber quais serão as próximas manobras a serem tomadas.

A estrutura da DRE não é muito complicada. Ela deve conter informações como:

  • a receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e os impostos;
  • a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e serviços vendidos e o lucro bruto;
  • as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais;
  • o lucro ou prejuízo operacional, as outras receitas e as outras despesas;
  • o resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda e a provisão para o imposto;
  • as participações de debêntures, empregados, administradores e partes beneficiárias, mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados, que não se caracterizem como despesa;
  • o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital social.

Vale ressaltar que essas informações foram retiradas do corpo do texto do artigo 187, da Lei nº 6.404 de 1976.

Qual a importância de fazer a DRE e como devo faze-la?

É claro que não só aprender a sua importância, mas você também quer aprender como faze-la não é mesmo? Por esse motivo nós da www.gestaodovestuario.com.br elaboramos um e-book intitulado de “Como funciona a DRE”.

Nesse e-book tratamos sobre todos os assuntos que estão por volta da elaboração desse documento e também de que forma você vai conseguir monta-lo.

Diante da importância de fazer a DRE não deixe de acompanhar e gerar esse documento. Mesmo que a sua empresa não esteja obrigada a apresentar a DRE, você pode faze-la para manter um controle interno muito melhor. Não deixe de conferir em nosso site.