Como sair da crise

Francisco Laviola – 22/11/2018

A depressão econômica que afetou o país a partir de 2015 já era esperada, tendo em vista o vasto pacote de bondades feito pelo já “pré-histórico” governo Dilma, para garantir a sua reeleição. Não satisfeita, ainda “enterrou” o pé no acelerador dos gastos com efeitos nocivos para as contas públicas, obrigando a sua equipe econômica a apelar pela tal contabilidade criativa, numa maquiavélica manobra para camuflar os rombos e escancarando a desobediência à Lei de Responsabilidade Fiscal. A partir desses pressupostos que depois foram sobejamente comprovados é que começou o processo de impeachment da “presidenta” petista. E foi exatamente por ser acusada de crime de responsabilidade que ela foi defenestrada do Palácio da Alvorada.

Se ainda estamos vivendo uma crise econômica que afeta sobremaneira a produção, e, por via de consequência, resulta na geração de uma quantidade imensa de desempregados – ainda se fala em quase de 13 milhões – deve-se isto em grande parte ao governo desastrado de Dilma Rousseff.

É claro que a crise política e a roubalheira que foi escancarada a partir das investigações da Polícia Federal e do Ministério Público, também tiveram influência decisiva na questão da paralisia econômica do país.  A crise política e a crise econômica andam de braços dados. É a questão da confiança. O mercado nacional e internacional, e principalmente o sistema financeiro, dependem de confiança. Se o investidor confia, por certo, ele investe; se não confia, simplesmente ele não investe. Foi a partir desse imbróglio todo que as taxas de desemprego foram se avolumando e fazendo com que o brasileiro “se virasse nos trinta” nos trabalhos informais.

Por outro lado, não podemos negar que existem aqueles que empreendedorismo não é o seu forte.  Ficam à procura de um milagre e que aproveitam os momentos de crise para colocar a culpa só no governo. É uma forma de escapismo das suas responsabilidades. É muito mais fácil culpar os governantes pela crise econômica do que admitir a má gestão de seus próprios negócios, por exemplo. As mudanças para melhor, seja na economia, ou seja na política, têm que partir não só das sociedades civis organizadas, mas principalmente através das ações do povo. A transformação pleiteada pelo povo, só vingará se partir do próprio povo. Cruzar os braços e jogar a culpa na crise será um caminho sem volta. Em tempos de crise, trabalho e criatividade são fundamentais para alavancar o desenvolvimento. Agora que o país está prestes a dar uma guinada radical na sua administração, não podemos nos tornar um ilustre dependente de programas sociais do governo. Coragem para lutar, buscar os nossos direitos e trabalhar incessantemente são os caminhos para construir o nosso futuro.  Para quem só fica lamentando os momentos de crise, vai aí um pensamento do “cientista louco”:

“Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e um país, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise supera a si mesmo, sem ficar ‘superado’. Quem atribui à crise os seus fracassos e penúrias, violenta o seu próprio talento e respeita mais os problemas do que as soluções. A verdadeira crise é a crise da incompetência; sem crise, não há desafios; sem desafios a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um…” (Albert Einstein). Faz sentido, não?

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