Editorial

Um dos problemas mais crônicos que assolam a sociedade brasileira é a questão da segurança pública. Entra governo, sai governo e a incômoda situação persiste, como uma doença incurável enraizada bem no âmago da sociedade, e que precisa entrar urgentemente na agenda de prioridades de medidas dos próximos governos, seja da União ou dos estados.

Enquanto os estados e a União discutem a questão da responsabilidade e da competência, ou seja, a quem cabe promover a segurança do cidadão, a violência vai imperando e tornando a sociedade refém de um sistema que esbarra nos erros, nas omissões, na falta de zelo e na falta de vontade política para que se possa extirpar de vez esse verdadeiro câncer do meio da população.

Só na semana que passou, três adolescentes perderam as suas vidas na cidade do Rio de Janeiro, após tiroteios travados entre policiais e bandidos pertencentes ao crime organizado. É impossível a população conviver, no seu dia a dia, com uma insegurança tão absurda como a que temos visto na maioria das grandes cidades. Imaginem que uma das favelas mais violentas do Rio de Janeiro se chama Cidade de Deus. E se não fosse, hein?

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