Editorial 17/05/2019

Os integrantes da área econômica do atual governo andam dizendo, como se ninguém soubesse, que “o país está à beira do abismo” e, que, se não for feita a reforma da Previdência, nos próximos anos estará instalado o caos no país.

Estão dizendo o que todos já sabiam e, por isso mesmo, elegeram Jair Bolsonaro na esperança de que ele formasse uma equipe capaz de mudar os rumos do país. Não foi à toa que ele recebeu mais de 56 milhões de votos. Ocorre que a reforma da Previdência não será tão fácil de fazer, embora seja necessária, pois mexe com muita gente poderosa. Uma reforma que continue privilegiando os mais abastados e sacrificando o povão não tem sentido. Se não for feita para quebrar esse paradigma, melhor nem tocar no assunto.

Além do mais, os problemas dos brasileiros são tantos, que colocar a reforma como única panaceia capaz de curar todos os males do país é tratar a administração do país com um imenso amadorismo. Será melhor o presidente assumir o seu papel de Chefe de Estado e buscar o diálogo com o Congresso, para tentar colocar o país nos trilhos. Polemizar com a imprensa e brincar de “tuiteiro” não é o melhor caminho; é colocar mais lenha na fogueira.

Neste momento conturbado, assumir a postura de presidente da República Federativa do Brasil é fundamental.

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