Editorial

O assassinato de quatro jovens na cidade do Rio de Janeiro, metralhados por policiais, traz à tona o tema da violência nas cidades, com a agravante de que foram mortos por pessoas que têm o dever de dar segurança para a população.

A violência urbana é um dos temas mais discutidos entre sociólogos, psicólogos, juristas e outros estudiosos que pesquisam e avaliam o comportamento humano dentro da sociedade. Ela é uma das principais causas do desvirtuamento e da subversão das reais funções do homem no meio em que vive, e, em que pese a preocupação das autoridades e o aparato de segurança do Estado, o que se tem visto são verdadeiras guerras nas ruas, causando pânico e total insegurança para sociedade.

São vários os fatores que contribuem para a escalada da violência urbana, não só no Brasil, mas também em outros países. Um deles é a marginalização do homem cuja falta de oportunidades e de perspectivas proporcionam os surgimentos das atividades ilícitas, como a prostituição de adultos e crianças, o tráfico de drogas, a formação de quadrilhas e vários outros crimes de conhecimento de todos.

Existem outros, como o crescimento desordenado de favelas nas periferias das cidades. A baixa renda e a falta de emprego fomentam a aglomeração, formando uma configuração própria na paisagem das cidades, uma vez que não podendo comprar um imóvel digno para a sua moradia, muitas pessoas ocupam áreas periféricas sem condições, e, na maioria dos casos, em áreas de risco, provocando a expansão de casas precárias e bairros totalmente marginalizados.

Para piorar a situação, como no caso especificamente citado, há o despreparo de policiais, que ao invés de proteger a população, saem atirando sem qualquer responsabilidade, o que resulta na morte de inocentes.

Portanto, é revoltante a situação em que se encontra a população, onde o medo de sair às ruas é patente. Sair de casa, ir e vir com tranquilidade são direitos constitucionais do cidadão. E dar segurança para sociedade é um dever do Estado.

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