Editorial 21/06/2019

Não há dúvida de que a Operação Lava-Jato, nesses cinco anos de existência, teve o maior volume de investigações de todos os tempos, desvendando os mais variados crimes cometidos por organizações criminosas sofisticadas. E mais. Com absoluto sucesso, apesar da oposição velada daqueles políticos que têm o “rabo” preso, mas que ainda não foram apanhados.

Há muito que se fala na desidratação da Força-Tarefa, só que ninguém se apresentou munido de coragem bastante para criticar abertamente o trabalho de policiais, promotores e, principalmente, do então juiz Sergio Moro, a não ser os partidários do ex-presidente Lula condenado e preso até hoje, buscando levar à população a ideia de que o guia era tão somente um preso político vitimado pela Justiça.

Agora, com a notícia de que Moro e vários policiais federais tiveram os seus telefones hackeados, a defesa de Lula pede a imediata soltura do ex-presidente. Ocorre que no caso específico, a sentença do “suspeito” Sérgio Moro, foi confirmada por duas outras instâncias superiores, tendo apenas sido reduzida a sua pena. Na verdade, o que ninguém diz abertamente é que querem transformar os mocinhos em bandidos e os bandidos em mocinhos neste filme de terror para a sociedade brasileira. Por causa de uma única pessoa que se diz  vítima da Justiça, no caso o ex-presidente, teriam que colocar na rua uma lera de bandidos condenados no âmbito da Lava-Jato. Pode? Claro que pode. Desde que provem legalmente as suas respectivas inocências.

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