Editorial 26/07/2019

Todos sabem que a economia anda de mãos dadas com política. Se a economia vai bem, a política segue o seu curso.

O governo está comemorando a aprovação da reforma da Previdência no primeiro turno de votação na Câmara dos deputados e espera economizar em dez anos mais de R$ 900 bilhões. A reforma da Previdência inda terá que passar pela votação em segundo turno, na Câmara e em dois turnos do Senado, para ir à sanção presidencial. Portanto, há um bom caminho ainda a ser percorrido. Pena que tenha ficado de fora da reforma os estados e municípios, situação que poderá ser revertida, quando a matéria for apreciada pelo Senado Federal. A não inclusão de estados e municípios no texto aprovado na Câmara traz consequências muito negativas para o país, daí a importância da reversão, se quiserem evitar graves problemas fiscais nos próximos anos, pois, grande parte dos estados estão em situação financeira calamitosa.

Há de se considerar, entretanto, que houve um avanço e que parte da população já entendeu a necessidade de promover esta reforma, o que fez com que os deputados se sentissem mais a vontade para aprová-la, com algumas exceções. Infelizmente ainda existem aqueles adeptos do quanto pior, melhor.

O importante é que as reformas estruturantes sejam feitas sem protagonismos de quem quer que seja, passando segurança e tranquilidade aos investidores para começar a alavancar a economia do país.

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