Editorial

O calendário é recheado de datas comemorativas. Há desde as datas importantes, como as religiosas, históricas e familiares, até algumas inusitadas e até bizarras.

As datas históricas, religiosas e familiares todos conhecem, pois são bastante difundidas e comemoradas no decorrer do ano. Na outra ponta, encontram-se as datas inusitadas, que, além de desconhecidas, soa estranho, quando divulgadas. Por exemplo: a quem interessa comemorar o Dia da Gratidão (6 de janeiro), Dia dos Adultos (15 de janeiro), Dia Mundial do Enfermo (11 de fevereiro), Dia do Detento (24 de maio), Dia Nacional do Luto (21 de junho), ou ainda, o Dia da Honestidade? Esta última, até que mereceria ser comemorada com aplausos e prêmios, já que honestidade tem sido uma qualidade cada vez mais rara no país.

Entre tantas, existem também aquelas de grande importância, mas que não são divulgadas ou comemoradas como deveriam. Um exemplo claro é o dia 30 de setembro, Dia do Jornaleiro, que deveria ser lembrada por todos, dada à importância da atividade deste serviço.

Apesar de ser uma atividade comercial, o jornaleiro leva a informação a todas as camadas da população através da venda dos jornais sob a sua responsabilidade, contribui com a cultura, quando disponibiliza para a sociedade os bons livros, didáticos ou não, e entretenimento para as crianças, através dos livros infantis. O que seriam dos cultos jornalistas, que celebram a sua data comemorativa no dia 7 de abril, se não existissem as “bancas de jornais” e os bravos jornaleiros para vender a sua notícia?

Portanto, o jornal “A Notícia” parabeniza a todos os jornaleiros pelo seu dia, 30 de setembro, celebrando com todos eles esta data importante. É o reconhecimento deste semanário pelo trabalho honrado exercido por cada um e que representa uma importante contribuição para a educação e a cultura deste país tão carente.

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