O desapreço pela ética

A palavra Ética, como tantas outras palavras, talvez pelo excesso de uso, acabou comprometendo o seu significado através dos tempos. Fala-se em ética como se fala em amor, sem a mínima atenção ao seu real significado. Na política brasileira, pelo menos em grande parte daqueles que a exercitam, é muito comum  esses desacertos.

Assim são as críticas que a eterna e recalcada esquerda faz ao juiz Sérgio Moro, alegando que ele teria sido antiético quando aconselhou alguns Procuradores a se esmerarem na busca de provas para a condenação dos corruptos nas ações da Operação Lava Jato.

As ações do Meritíssimo Juiz Sérgio Moro foram sempre elogiadas não só pela maioria esmagadora da população brasileira, mas também internacionalmente, pois ele foi um dos baluartes para o sucesso da grande operação moralizadora em nosso país e graças à operação e em grande parte graças a ele, estão hoje na cadeia as principais lideranças de uma linha política que institucionalizou a corrupção, banalizou os princípios éticos e dilapidou o nosso país durante quase vinte anos. Mas a memória popular às vezes é falha e as pessoas se esquecem facilmente daqueles que em passado recente tanto mal fizeram ao nosso país.

Mas beneficiados por esse esquecimento, eles estão aí como vírus em estado latente, ávidos para voltarem ao poder e sangrar os parcos e últimos recursos que ainda restam em nosso país. A tática é sempre a mesma: lutar contra qualquer medida que possa tirar o país do fundo de um poço onde eles mesmos o colocaram. A filosofia para conquistarem o poder é sempre a mesma usada no passado: quanto pior melhor.

Por que aprovar a reforma da Previdência se ela pode solucionar a maior parte dos problemas nacionais, principalmente o fantasma do desemprego? O caos sempre foi o passaporte de entrada das esquerdas para o poder. Por isso, jamais o conquistaram em países social e economicamente estáveis. A esquerda brasileira valeu-se, na década de 1960 de uma crise social e econômica provocada pela renúncia de Jânio Quadros e agravada ao extremo pela incompetência do desastroso “desgoverno” do Jango. Foi o quadro ideal para os Zés Dirceus, os Genoínos, os Lamarcas e Marighelas arrebitarem as tangas para tentarem conquistar o poder e transformar o nosso Brasil em mais uma ditadurazinha satélite da URSS.

O grande problema, (talvez o maior deles) foi que, além da incompetência comum aos ideólogos de esquerda, havia a briga entre eles pelo poder. É notória, quando se pesquisa fatos daqueles tempos dos “terroristas de araque”, a facilidade e constância de mudanças de lado dos chamados “terroristas”. Basta que se veja a quantidade de siglas e linhas existentes e como se passava de uma linha para outra, quando um eclipsava o poder do outro. Era o PCB, o PC do B, o MR 8, o POLOP, o COLINA, o VPR, o VAR-Palmares. Em nenhum país do mundo onde se instalou o comunismo houve tantas siglas como no Brasil.

O problema era mesmo a disputa pela hegemonia. Um poderzinho, pois na realidade nenhum desses grupos significou alguma coisa em termos de poder. Mas o pessoal transitava de uma para outra dessas organizações à medida em que se descontentava com quem estava no comando. E como romantizavam mudando de codinomes! A Dilma Roussef já foi “Estela”, “Luíza”, “Patrícia” e Wanda. O José Genoíno já foi “Geraldo”. O Franklin Martins já foi “Waldir”, “Francisco”, “Rogério” e até “Comprido”. O Fernando Pimentel chegou a ser “Oscar”, “Chico” e “Jorge”. Pior foi o Zé Dirceu que além de ter sido “Daniel”, fez uma plástica no México e trocou o nome para Carlos Henrique Gouvea de Mello.

Mas nada disso adiantou. Um dia, depois de anistiados e instalados no poder, tiveram que mostrar a verdadeira face e fizeram o que fizeram com o nosso país. Depois a amnésia popular passou como num passe de mágica e o mesmo povo os enxotou do poder.

A memória é sempre um bom instrumento para o aperfeiçoamento da Democracia e conservação dos ideais liberais.

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