Sicoob Credisudeste integra conselho pela promoção das Matas de Minas

Juntamente com outras cooperativas da região, Credisudeste participou de missão em Santa Catarina nos últimos dias 26, 27 e 28

O desenvolvimento socioeconômico das pessoas e das comunidades é o principal foco do Sicoob Credisudeste. Pensando nisto, a cooperativa de crédito representa milhares de associados do ramo da cafeicultura ao integrar uma das cadeiras do Conselho das Entidades do Café das Matas de Minas. O objetivo é a promoção da qualidade dos cafés da região.

A Região das Matas de Minas é uma origem produtora de cafés especiais, composta por 63 municípios e aproximadamente 36 mil produtores, situada em uma área de Mata Atlântica, no leste do Estado de Minas Gerais, com 275 mil hectares de lavouras cafeeiras.

A produção é naturalmente sustentável, marcada pela predominância da agricultura familiar, pelo impacto econômico e social direto e indireto e integração natural entre o homem e a mata, fatores culturais presentes na cafeicultura da região. O resultado deste trabalho é uma diversidade de nuances e sabores diferenciados, presentes nos cafés, que hoje se destacam nas principais premiações nacionais e internacionais.

O projeto atua nas instâncias de governabilidade, identidade e mercado para que a principal riqueza da região se torne cada dia mais referência em cafeicultura pela sustentabilidade, qualidade e produtividade de suas lavouras. Palestras, dias de campo e oficinas estão entre as ações para fomentar a qualidade dos grãos.

Neste cenário, o Conselho, criado em 2012, é um dos pilares do Projeto Café das Matas de Minas, pois atende a necessidade de uma organização que represente os interesses da cafeicultura regional, congregando as diversas organizações das Matas de Minas. Os membros não são remunerados. Cada organização indica um titular e um suplente como conselheiros para o mandato de três anos.

Cooperativismo – Além do Credisudeste, compõem o grupo sindicatos rurais, associações de produtores e outras cinco cooperativas de créditos do Sistema Sicoob Credilivre (Manhuaçu), Credicaf (Lajinha), Credicooper (Caratinga), Sicoob União (Raul Soares) e a Coocafé (Lajinha). O atual presidente do Conselho é o presidente do Sicoob Credilivre, Sebastião de Lourdes Lopes.

As cooperativas de crédito estão sempre incentivando a participação dos cooperados cafeicultores em eventos, como a Semana Internacional do Café, em Belo Horizonte, e também com a oferta de toda a extensão de linhas de crédito rural, de custeio a investimentos para manutenção das lavouras.

Na avaliação do gerente de Negócios do Sicoob Credisudeste, Clodoaldo Heitor, o cooperativismo é extremamente importante para alavancar o desenvolvimento das Matas de Minas. “O cooperativismo é fator de mudança econômica e social. Para que o desenvolvimento aconteça de modo uniforme nos 63 municípios da região, é necessário que cada uma das entidades envolvidas no projeto cumpra o seu papel”, diz.

Segundo Clodoaldo, ao fazer parte do projeto “Região das Matas de Minas”, o Sicoob quer mostrar que, mais que aumentar o seu quadro de associados, o cooperativismo é o caminho mais justo para os cafeicultores alcançarem qualidade na produção de café. “Antigamente, a região era conhecida como Zona da Mata, onde se produzia o pior café do Brasil. Este quadro mudou com investimentos em qualidade”.

E tudo começa com a educação. De 26 a 28 de novembro, representantes do Conselho das Entidades do Café das Matas de Minas participaram de uma missão em Chapecó (SC) cujo objetivo principal foi conferir as iniciativas ligadas à educação cooperativista na região.

Formado por 12 pessoas, o grupo visitou associações e a Cooperativa Agroindustrial Alfa (Cooperalfa), considerada a maior do Estado de Santa Catarina. Outra parada foi na Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OSESC), onde projetos ligados à educação cooperativista são modelo para todo o Brasil.

De acordo com Clodoaldo Heitor, no próximo dia 17 o Conselho vai se reunir para fazer um balanço da missão e listar as boas práticas a serem implementadas nos próximos anos nas Matas de Minas.

Rastreabilidade – Atualmente, um dos focos das ações do “Região das Matas de Minas” é o processo para obtenção do selo de rastreabilidade dos cafés da região. “O projeto evoluiu bastante e tem gerado a atração e o desejo de consumo no mundo inteiro. Não tenho dúvida que estamos numa região que produz os melhores cafés do Brasil. O selo é uma garantia da procedência e do padrão especial desses cafés”, pontua Sebastião Lopes, presidente do Conselho.

Para utilizarem o selo de rastreabilidade da origem do café, os produtores deverão preencher alguns requisitos, começando pela localização de suas propriedades, que devem estar em um dos 63 municípios das Matas de Minas e cumprir outros compromissos como o padrão de qualidade exigido.

O produtor apto a receber o Selo da Região das Matas de Minas terá o suporte de uma plataforma web. Com o QR Code será possível que o consumidor acesse todos os dados da fazenda, conheça a história daquele café e da família produtora, detalhes da produção e até acessar vídeos e fotos.

Os cafeicultores da região trabalharão com uma marca exclusiva, valorizada e com origem preservada. O resultado é a valorização do café comercializado com o Selo das Matas de Minas, que é uma marca registrada.

“A ideia é que produtor participe em comum acordo do projeto para desenvolver a qualidade do café. Uma das propostas é a criação de um Conselho de Qualidade para obtenção do selo”, finaliza o gerente de Negócios do Sicoob Credisudeste, Clodoaldo Heitor. (*Texto acrescido de informações dos sites “Cidades do Café” e “Região das Matas de Minas”)

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