Editorial

Todos sabem que uma das causas marcantes da violência urbana nos dias atuais no Brasil está intimamente ligada com as guerras promovidas por quadrilhas que operam no narcotráfico, e que o empenho no sentido de combater a violência nas cidades, passa, necessariamente, pela repressão feita pelas autoridades ao tráfico de drogas.

Existe, hoje, no Brasil, um movimento em ascensão a favor da descriminalização da maconha, matéria que já se encontra no Supremo Tribunal Federal (STF) e com votos favoráveis de alguns de seus ministros.

Ora, se até o uso do fumo e do álcool, que são consideradas drogas lícitas, tem sido alvo de pesadas campanhas contrárias devido ao mal que andam fazendo à saúde da população, a descriminalização da maconha seria um grande contra-senso, pois, além de causar a reconhecida dependência é, sem dúvida, a porta de entrada para outras drogas mais pesadas e o caminho mais curto para desestruturação das famílias.

Além disso, todos os estudos feitos até aqui apontam para a certeza de que o narcotráfico e o consumo de drogas são os maiores geradores da violência que impera na maioria das cidades brasileiras, não só as grandes metrópoles, mas também as pequenas cidades, uma vez que tanto o uso como o tráfico estão se interiorizando.

Portanto, não se pode negar que há um vínculo muito grande entre o consumo e o tráfico de entorpecentes com toda essa violência da qual a população é testemunha e vítima. Violência urbana e as drogas formam uma parceria de causa e efeito que vem provocando um verdadeiro extermínio de pessoas. Com a palavra as autoridades.

 

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